Cotidiano / Economia

Presidente da Fiems espera reformas fiscal, tributária e trabalhista com novo governo

Senado afastou Dilma nesta quarta

Midiamax Publicado em 31/08/2016, às 21h50

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Senado afastou Dilma nesta quarta

O presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, informou que é chegada a hora de recuperar o Brasil e pede que o presidente Michel Temer priorize as reformas Fiscal, Tributária e Trabalhista. O Senado votou favorável ao impeachment de Dilma Rousseff na tarde desta quarta-feira (31).

“A partir de agora, serão 28 meses para mudar a cara do Brasil. Esse é o tempo que o governo de Michel Temer terá para demonstrar a toda sociedade que é possível recuperar as contas do País, voltar a crescer e gerar trabalho e renda. De um modo geral a avaliação é que o novo e agora definitivo governo deva centrar foco em três reformas necessárias e inadiáveis: Fiscal, Tributária e Trabalhista”, cobrou.

Para Sérgio Longen, na reforma Fiscal, a União, Estados e Municípios não podem continuar gastando tanto e aplicando esses recursos da forma como sempre fizeram. “É necessário que se avalie com profundidade a qualidade desses gastos e o que retorna como serviço ao cidadão que paga seus impostos. O povo já deu todas as demonstrações necessárias que não aguenta mais pagar a conta da má gestão dos recursos públicos e, para que isso ocorra, é necessário se debruçar sobre este tema”, analisou.

Presidente da Fiems espera reformas fiscal, tributária e trabalhista com novo governoNa reforma tributária, o presidente da Fiems pede tributação simples, que reduza custos e aumente a produtividade em todos os setores. “Não á outro país no mundo onde uma empresa gasta tanto tempo e dinheiro para se manter em dia com a sanha tributária aplicada hoje no Brasil. São 2.600 horas trabalhadas/ano, para se calcular e quitar todos os tributos cobrados aqui. A comparação é estarrecedora, já que na China, segunda economia do mundo, são gastas 398 horas, enquanto que na Rússia, esse número cai para 290”, compara. Quanto a reforma trabalhista, ela reclama da falta de coragem. “Tocar o dedo nessa ferida é claro que não contentará a todos, porém, acho que essa é a reforma mais urgente que o Governo Temer deveria observar. O ponto é crucial tanto para a classe laboral como para a classe patronal. Enquanto isso não é colocado à mesa para ser discutido, estamos constantemente resolvendo questões trabalhistas no Judiciário”, pontuou.

Segundo opinião de Sérgio Longen, é preciso mudar a cultura do emprego para a valorização do trabalho. “Essa reforma é uma grande oportunidade que o Brasil tem de voltar a valorizar o trabalho e o orgulho do trabalhador de chegar em casa com o salário fruto do seu esforço”, finalizou.

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