Cotidiano / Economia

Indústria não suporta mais impostos afirma presidente da Fiems

Longem discorda da afirmação da presidente Dilma sobre a carga tributária

Midiamax Publicado em 09/03/2015, às 17h19

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Longem discorda da afirmação da presidente Dilma sobre a carga tributária

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, rebateu, nesta segunda-feira (09/03), o pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, feito pela presidente Dilma Rousseff, na noite de domingo (08/03), em defesa das medidas econômicas tomadas desde o início do ano. “Não concordamos com a afirmação feita pela presidente de que o setor produtivo pode suportar a redução de subsídios de créditos e da desoneração de impostos. A produção precisa de energia, logística de transporte e menos impostos, pois o custo Brasil inviabiliza a competitividade do setor”, declarou.

Em seu pronunciamento, Dilma Rousseff lembrou ainda que as medidas incluíram o corte de gastos do Governo Federal, entretanto, Sérgio Longen reforçou que o setor produtivo ainda não conseguiu enxergar onde foram feitos esses cortes de despesas na administração federal. “Essas medidas de ajustes fiscais anunciadas até agora por ela só estão servindo para agravar ainda mais a crise econômica. A presidente tem de realmente cortar as despesas públicas e não os investimentos”, aconselhou, completando que o setor produtivo estadual já conta com o apoio da bancada federal para dar uma resposta ao Governo Federal.

Ele acrescenta também que os custos impostos pelo Governo Federal não estão sendo pagos apenas pelos empresários, mas por toda a população, pois os gastos são repassados para o produto final. “Concordamos que todos devem fazer a sua parte, mas que a conta comece a ser paga pelo Governo, pois o tão falado ajuste fiscal não está acontecendo, o que estamos vendo é apenas aumento de impostos. Com a redução da desoneração sobre a folha de pagamento das empresas, alguns segmentos da indústria vão ficar fora do mercado, como, por exemplo, as indústrias de brinquedo, de confecções e do vestuário, que não conseguirão acompanhar a concorrência estrangeira e ficarão inviabilizadas”, alertou.

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