Consumidores de podem economizar até 35% nas compras de peixes nas próximas duas semanas. Isso porque começou a Semana do Pescado, campanha da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) aberta oficialmente na última sexta-feira (1º).

Assim, nos próximos 15 dias, os consumidores podem encontrar peixes com até 35% de desconto. O setor produtivo observou crescimento no consumo de peixes por habitante no ano, passou de 6,5 quilos para 10 quilos. Ou seja, um aumento de 65%.

A Semana do Pescado cresceu e agora a da campanha conta com promoções em peixarias regionais, supermercados, festival gastronômico, palestras e encontro de negócios.

Segundo o Anuário Peixe BR da Piscicultura, lançado em 2023, das 860 mil toneladas produzidas pelo Brasil, 63,9% são tilápia. O Governo do Estado aponta que MS foi o segundo maior exportador de tilápias do país em 2022, com receita de US$ 4,2 milhões. MS também foi o 5º em produção do pescado, com 32,2 mil toneladas.

O presidente da Associação do Mercadão, Cleuber Linares, lembrou que o centro comercial participa da ação todos os anos. “Estamos muito otimistas com as vendas, como foram nos últimos anos. Há três meses estamos negociando com os fornecedores para os produtos chegarem a tempo, conseguimos descontos e diminuímos a margem”, explicou. Segundo ele, no Mercadão o consumidor encontrará “promoções nas postas, nos filés, na carne moída de peixe, na costelinha e no peixe inteiro”.

Além disso, destacou que “as pastelarias estão fazendo combos de pastéis de tilápia, pacu e pintado”. O superintendente federal de Pesca e Aquicultura no Estado, engenheiro agrônomo Julio Buguelo, informou que deverá criar projetos e ações para movimentar negócios e a produção de pescado no Mato Grosso do Sul.

A expectativa é expandir a produção no Estado, assim como a pecuária, avicultura e suinocultura. “Todas essas cadeias têm incentivos do Estado, como os programas Novilho Precoce, Leitão Vida e o Proaves. Precisamos juntar os governos Federal e Estadual para criarmos novas oportunidades para a aquicultura”, destacou o superintendente.

Buguelo apontou que outro gargalo do setor é a cobrança do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Ele disse que a ração usada na alimentação dos peixes representa 70% do custo da produção.

Então, “a medida irá reduzir o de venda dos peixes de cultivo aos consumidores, gerar incremento na demanda pelo produto e, consequentemente, na produção de pescado”, disse o superintendente.