Celulares indicam 5G, mas tecnologia só chega a Campo Grande em setembro

Moradores identificaram a rede 5G nos celulares nesta quarta-feira (6)
| 06/07/2022
- 13:10
5G
Aparelho com internet 5G de frequência DSS. (Foto: Leitor Midiamax)

Começa a funcionar, nesta quarta-feira (6), a atualização da 5G, entretanto, apenas na capital federal, Brasília. Moradores de Campo Grande identificaram a rede pelo celular, acreditando que a nova tecnologia já estava ativa. A funcionalidade promete revolucionar a conectividade nos próximos anos e só deve estar disponível na Capital em setembro.

Embora o sinal de aviso nos aparelhos de celular, segundo a operadora Claro, a novidade deve chegar nas demais regiões do Brasil até setembro deste ano, conforme a liberação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O que muitos perceberam na manhã desta quarta-feira é o compartilhamento conhecido como o DSS (sigla de Dynamic Spectrum Sharing, o que significa compartilhamento dinâmico de espectro.

As nomenclaturas podem causar confusão, pois, a DSS utiliza a mesma capacidade da tecnologia de 4G, 3G e 2G, que é permitida e utilizada em municípios de Mato Grosso do Sul desde junho de 2020.

A frequência dessa tecnologia é do 4G convencional, enquanto a 5G+, que começa a ser implantada em julho deste ano, é de 3.5 GHz e 30 vezes mais rápidas que as antigas frequências.

5G em Brasília
5G+ em funcionamento em Brasília. (Foto: Reprodução/Claro)

Qual a diferença da 5G para 5G+?

A frequência DSS é 12 vezes mais rápida que o 4G convencional, tem potencial para fazer download de vídeos de 1GB em 40 segundos, o caming com atividade realista e virtual, atividade online para e disponível em 35 cidades. Já a nova 5G é 30 vezes mais rápida que o 4G convencional, baixa vídeos de 1GB em 10 segundos, tem potencial de realidade 360° em jogos online, streaming em 4k e 8k e robotização da indústria e do agronegócio. Por enquanto, está funcionando apenas em Brasília.

A internet 5G convencional está disponível nos bairros: Aero Rancho, Amambaí, Batistão, Bela Vista, Cabreúva, Carandá, Carvalho, Centro, Chácara Cachoeira, Cruzeiro, Glória, Guanandi, Itanhangá, Jardim Dos Estados, Monte Líbano, Planalto, Santa Fé, São Bento, São Francisco, Tijuca e Tiradentes.

Quando funciona em Campo Grande?

Em nota, a Anatel explicou que o prazo para liberação da faixa que permite a ativação do 5G era 30 de junho de 2022. O prazo para o cumprimento das primeiras obrigações das operadoras vencedoras da licitação para a ativação de Estações Rádio Base (ERBs) era 31 de julho de 2022 – sendo uma ERB para cada 100 mil habitantes nas capitais. Com o prazo adicional, essas datas passam a ser 29 de agosto e 29 de setembro deste ano, respectivamente.

Também estão previstos investimentos para ampliar a rede 4G em localidades, municípios e rodovias que ainda não contam com essa cobertura.

No Centro-Oeste, seis operadoras arremataram faixas e fornecerão os de internet móvel. Além da Claro, Vivo e Tim, estreiam na região a Winity II, a Brisanet e a Algar Telecom. Uma das empresas que chegou a arrematar lote para fornecimento 5G em MS, desistiu do serviço.

A Anatel ainda divulgou que as próximas capitais a receberem o sinal são: São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e João Pessoa. Mas ainda não há data definida.

Segundo a Anatel, o serviço estará disponível em 80% de Brasília principalmente no Plano Piloto. A tecnologia vai funcionar apenas em celulares mais recentes, de empresas como Apple, Samsung, Xiaomi, Motorola, entre outras. Ao todo, 67 celulares que suportam o 5G foram homologados pela agência.

A tecnologia de quinta geração móvel chegará a todas as 467 cidades do Centro-Oeste. Conforme o edital, os municípios com mais de 500 mil habitantes serão atendidos até o início de 2023 e, de forma gradual, a cobertura se estenderá aos demais. Os compromissos preveem ainda a cobertura 5G em 57 localidades (que não são sede municipais) da região. Em todo o país, serão 5.570 municípios atendidos e mais 1,7 mil localidades.

Veja também

Programação envolve palestras, oficinais e debates sobre a proteção de dados

Últimas notícias