O superintendente do Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Paulo Roberto da Silva, está reunido na tarde desta terça-feira (16) com o líder do MPL (Movimento Popular de Luta), Jonas Carlos da Conceição, que, com grupo de apoiadores, está na sede do órgão reivindicando ações do Governo Federal, como a reestruturação do Incra e assentamento de famílias.

Cerca de 300 manifestantes participam da ação, dentro e fora do prédio, de forma pacífica. Entre eles, vários alegam que famílias esperam há 18 anos a criação de assentamento em Ponta Porã, na região de fronteira do Estado. Segundo Jonas, há 12 anos não há implantação de novos assentamentos em Mato Grosso do Sul.

O grupo é composto por apoiadores das cidades de Campo Grande, Nova Andradina, Sidrolândia, Ponta Porã e Dourados, que foram até o local para participar da ação. Os manifestantes prometem permanecer no local até que as reivindicações sejam atendidas.

Mais cedo, no período da manhã, vários manifestantes foram vistos participando de passeata por ruas de Campo Grande, e chamaram a atenção das pessoas por utilizarem foices e facões na caminhada.

Um leitor registrou o momento e questionou durante a caminhada pela Rua Rui Barbosa, no Centro: “Pessoal com facão na mão, foice, enxada?” 

De acordo com o líder do MPL, a prática de usar as ferramentas em mobilizações simboliza o trabalho e força da roça. “Estamos cumprindo uma agenda da jornada nacional do MPL. Então, essa marcha em Campo Grande e outros estados vêm justamente contribuindo nessa jornada e reivindicando assentamento das famílias”.

Ainda hoje, agendada para as 16h, o Incra/MS afirmou que fará coletiva de imprensa para falar sobre as reivindicações do movimento.

MPL no Incra – (Ana Laura Menegat, Midiamax)