O Boletim Epidemiológico da dengue referente à semana 6 deste ano, publicado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta quinta-feira (15), traz 2.816 casos prováveis de dengue, um aumento de 36,8% nas notificações em apenas uma semana.

Já em relação aos casos confirmados de dengue, o aumento foi de 116,4%, considerando os 310 registros da semana 5 e os atuais 671 da semana 6. Os óbitos também dobraram e agora a SES investiga duas mortes.

O documento também amplia para 10 o total de municípios de MS com alta incidência de dengue, considerando os casos prováveis. São eles: Aral Moreira, paranhos, Sete Quedas, Costa Rica, Coronel Sapucaia, Laguna Carapã, Chapadão do Sul, Rochedo, e Tacuru.

Somente as cidades de Ribas do Rio Pardo, Glória de Dourados, Inocência, Juti, Pedro Gomes, Porto Murtinho, e ainda não notificaram casos prováveis da doença, até esta edição do boletim, que considera dados até o último dia 10 de fevereiro.

Os casos prováveis de dengue até a sexta semana epidemiológica apontam que 20,83% das notificações são referentes a pessoas entre 20 e 29 anos, seguidas por pessoas entre 30 e 39 anos (18,06%), e adolescentes entre 10 e 19 (15,40%); e adultos entre 40 e 49 anos (13,09%). A maior parte dos pacientes é de mulheres (53,2%), com 46,8% das notificações referentes a homens.

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Vacinação é exclusiva para crianças

A campanha de vacinação contra a doença está exclusiva para crianças de 10 a 11 anos em razão da doença ser mais agressiva para crianças desta faixa etária. A expectativa é que conforme mais doses do imunizante cheguem ao Estado, as faixas etárias sejam ampliadas.

A vacinação começou no domingo (11) após a chegada de 69 mil doses da vacina Qdenga no Estado. O de vacinação contra a dengue segue nesta terça-feira (13) em Campo Grande. A cidade recebeu 24.639 doses da vacina Qdenga para imunizar crianças de 10 e 11 anos.

80% dos focos da dengue estão nas casas

De acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), 80% dos focos estão dentro das residências e a população precisa ficar atenta para eliminar a fonte do vetor das doenças.

O ciclo de reprodução do mosquito é rápido, de aproximadamente oito dias. A Coordenadoria Estadual de e Defesa Civil realizou uma reunião em 7 de fevereiro com representantes dos órgãos estaduais e instituições parceiras. No encontro, foi tratado sobre o estado de alerta em saúde pública e a necessidade de visita às residências para garantir a eliminação dos criadouros.

“Em primeiro lugar nós precisamos informar a população que mais de 80% dos focos positivos estão nas residências. Caixa d'água, calhas, latinhas, lixo doméstico, oriento para que não deixando nenhum lugar com água acumulada. É muito importante que neste momento os moradores compreendam a necessidade e mantenham a casa livre de mosquito. Vamos eliminar toda a água parada, assim estaremos eliminando o mosquito e evitando a doença”, explicou o coordenador estadual de controle de vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário.