O segundo dia de greve de auditores-fiscais da já causa impacto nos postos de fiscalização de Mato Grosso do Sul. Nesta quarta-feira (22), a unidade de registra fila de espera com mais de 200 caminhões.

O presidente regional de MS do (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal), Anderson Novaes, explicou que os servidores realizam uma operação padrão, com vistorias feitas de forma rigorosa.

“Ponta Porã e demoram em torno de uma semana para as filas aparecerem filas. Além, de depender do movimento de caminhões”, disse.

Segundo ele, o primeiro dia não houve grandes filas, entretanto, com a atual situação, a fila tende em aumentar em mais pontos do Estado, caso não haja negociação com a União diante do pedido de valorização salarial.

Paralisação

Mato Grosso do Sul deve ser muito impactado pela greve, principalmente nas fronteiras com o e a Bolívia, que contam com apenas 100 auditores-fiscais para atender todo o Estado. Somente em Corumbá, o Sindifisco Nacional MS estima que mais de 200 caminhões e carretas passem diariamente pelo Porto Seco, a Agesa.

Além disso, a pauta de reivindicações inclui também o cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundaf (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização) para 2024, conforme aprovado pela portaria do Ministério da Fazenda 72/2023.

A paralisação acontece em todo Brasil e a orientação é manter somente os 30% do quadro, conforme exigido pela legislação. Yone de Oliveira, vice-presidente do Sindifisco Nacional MS, aponta que, conforme definido pelo Comando Nacional de Mobilização, será implementada uma operação-padrão, com uma fiscalização ainda mais minuciosa e detalhada na chamada zona primária, o que inclui as atividades aduaneiras, de fiscalização, controle e tributação das operações de comércio exterior nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados.

Confira o vídeo: