Perrengue: a palavra resume o cotidiano de pessoas que vivem em bairros sem asfalto nos dias em que a chuva forte atinge . Entre essas pessoas, estão aquelas que residem no e sofrem com a chuva desta segunda-feira (4).

Por lá, os problemas são diversos, mas as ruas de lama é o principal. Seja andando a pé ou de carro, é difícil se livrar dos problemas causados pelo bairro formado.

Andando pelo bairro, nossa reportagem acompanhou os desafios enfrentados por um motorista que atolou o carro na Rua Santa Bertília. Ele, que preferiu não se identificar, precisou de ajudar para tirar o veículo do barro.

“Minha esposa estava voltando para casa buscar algumas roupas da nossa filha, quando o carro atolou. Toda vez que chove é assim”, explicou o morador, que aguardava a ajuda de um amigo para desatolar o veículo.

Após muitas tentativas, mesmo com ajuda, o morador conseguiu livrar o carro da lama e seguiu viagem. Para aqueles que caminhavam pelo local, restava a destreza para desviar das poças, mesmo com uma criança no colo.

Chuva alcança 24,6 mm nas primeiras horas do dia em Campo Grande

Segundo a estação de monitoramento do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o volume alcança 24,6 milímetros nas primeiras horas do dia.

Nas últimas 72h, a cidade registrou 59,4 milímetros, conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). As rajadas de vento chegaram a 67,7 km/h no domingo (3), com danos em várias regiões, como no Aeroporto.

O ainda explica que o avanço de uma frente fria oceânica, combinada com o intenso fluxo de calor e umidade vindo da Amazônia.

Além disso, o deslocamento de cavados e a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai formam nuvens de chuva.

Situação deve continuar ao longo da semana

O sul-mato-grossense que prepare o guarda-chuva, pois a semana será de volume considerável de chuvas. A previsão indica chances de temporal com volume acima de 50 milímetros por dia, pela influência da frente fria.

Entre esta segunda e quarta-feira (6), conforme o Cemtec, as instabilidades atmosféricas acontecem pelo avanço de uma frente fria oceânica, aliado ao fluxo de calor e umidade vindo da Amazônia.

Além disso, o deslocamento de cavados e atuação de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai favorece a formação de nuvens e no Estado.

Os maiores acumulados de chuvas estão previstos para a região centro-sul, sudoeste, sudeste e leste do estado e podem ultrapassar os 50 mm em 24 horas.

Por fim, em algumas localidades, as tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.