Durante coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (3), a prefeita Adriane Lopes voltou a falar dos estragos das chuvas em Campo Grande e quais são as previsões de consertos no município.

Conforme a gestora, há monitoramento de “cada buraco que abre na cidade”, uma vez que há apoio de 100 câmeras de videomonitoramento da Guarda Civil Metropolitana. No entanto, pela cidade registrar chuvas torrenciais constantemente, obras devem começar apenas depois deste período.

“Sabemos que há buracos e sabemos exatamente onde eles estão. Pedimos a paciência dos moradores porque estamos esperando as chuvas passarem, pois fazer obras com chuvas é um risco ao servidor e a própria população”, disse.

Estragos no bairro Guaicurus

A chuva registrada no último domingo alagou a Avenida Guaicurus e outros pontos da cidade. Concentração de água foi tão grande que ponte na Rua Rivaldi Albert, na região, cedeu enquanto uma família passava de caminhonete pelo local.

Família com quatro adultos seguia pela via, e, ao passar pela ponte sobre o Córrego Bálsamo, a ponte cedeu e a caminhonete S-10 ficou com a parte dianteira presa na cratera, erguendo o veículo que ficou na cratera que se formou.

Todos os ocupantes conseguiram sair da S-10 sem ferimentos.

Chuva ultrapassa média histórica

Fevereiro foi de muita chuva e estragos em diversas cidades de Mato Grosso do Sul, influenciadas por frentes frias e deslocamento de cavados meteorológicos. De acordo com o Cemtec/MS, Ponta Porã registrou mais de 500 mm de chuva no mês, o maior número do Estado.

Campo Grande também teve chuvas acima da média. Foram 225 mm, o que representa 30% a mais do esperado para o mês. Na Capital os estragos também deixaram diversas ruas intransitáveis, além de dois pontos de interdição, na avenida José Antônio e na rua Rua Rivaldi Albert.