Fevereiro foi de muita chuva e estragos em diversas cidades de , influenciadas por frente frias e deslocamento de cavados meteorológicos. De acordo com o Cemtec/MS, registrou mais de 500 mm de chuva no mês, o maior número do Estado.

Boletim do Cemtec/MS mostra que em 33 município de Mato Grosso do Sul, as de fevereiro ficaram acima da média histórica. Sendo que em 13 destas cidades, o volume de chuvas em 28 dias passou dos 300 milímetros.

Em contrapartida, três cidades tiveram registro de chuvas abaixo da média histórica. A temperatura também variou bastante, da mínima de 10,2°C em Sete Quedas a 35,8°C em Água Clara.

Muita chuva e estragos pelo Estado

Ponta Porã registrou mais de 500 mm de chuva no mês de fevereiro, o resultado é 233% a mais que os 161 mm esperados para o período. A chuva deixou diversos prejuízos na cidade, avaliados em R$ 15 milhões, além de famílias desabrigadas. A prefeitura decretou emergência.

Mundo Novo, e Amambai também registraram volumes gigantes de chuva, acima dos 400 mm em 28 dias. Outras nove cidades tiveram chuva entre 300 e 400 milímetros.

Campo Grande também teve chuvas acima da média. Foram 225 mm, o que representa 30% a mais do esperado para o mês. Na Capital os estragos também deixaram diversas ruas intransitáveis, além de dois pontos de interdição, na avenida José Antônio e na rua Rua Rivaldi Albert.

Próximos três meses devem ser de seca

Diferente dos dois primeiros meses de 2023, a previsão aponta que entre março e maio as chuvas devem ficar de 40% a 60% abaixo da média histórica. As regiões centro-sul, oeste e leste devem ser as mais afetadas.

Deve chover mais nas regiões do sul fronteira, sendo Ponta Porã, e imediações.

Monitor de secas

Dados do monitor de secas da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) mostram que em Mato Grosso do Sul 67% da área teve estabilidade de seca. Sendo o menor resultado de seca desde o início da série em julho de 2020.

Também houve redução da seca extrema de 7% para 1%, entre dezembro e janeiro. Essa é a condição menos severa no Estado, desde fevereiro de 2021, quando houve seca extrema em menos de 1%.