A Loja Marisa do Shopping Norte Sul Plaza terá que deixar o local por conta de ordem de despejo que corre na Justiça de Mato Grosso do Sul, movida pelo próprio estabelecimento. A Marisa acumula dívida de R$ 700 mil, principalmente por falta de pagamento de aluguel.

O Juiz Flávio Saad Peron, da 15ª Vara Cível de Campo Grande, deferiu o pedido de despejo do shopping, em decisão publicada no último dia 12 de julho. A Marisa terá que sair do local em até 15 dias.

Caso a empresa não deixe o local, o despejo pode ser coercitivo. Nesta ordem, o oficial de justiça vai até o local para retirar os bens do locatário, inclusive arrombando a porta, se necessário.

Dívida

Conforme os autos do processo, a dívida que a rede de lojas de roupa tem com o shopping chega a R$ 698.576,33, por atraso em aluguel, os encargos e fundo de promoção. Por conta disso, a administração pede pelo despejo da loja.

Esse não é o único processo movido por um shopping na Capital. A empresa tem com o Shopping Campo Grande uma dívida que pode chegar a mais de R$ 213 mil em aluguéis. O centro comercial alega que a loja de departamento está em débito de janeiro a abril de 2023.

As ações movidas em Campo Grande são apenas algumas das solicitações de despejo que têm como alvo as unidades da Loja Marisa, por inadimplência. Segundo informações do site Estado de São Paulo, ações foram movidas a partir de fevereiro, quando companhia admitiu não ser capaz de pagar contas que somam R$ 600 milhões.

Em nota enviada ao Jornal Midiamax, a Marisa informou que não comenta acordos individuais, mas que já tinha se resolvido com o Norte Sul, não dando maiores detalhes. No texto, a empresa também revelou se continua atuando em Campo Grande.

Marisa está falida?

Conforme o Estadão, credores da empresa entraram com o pedido de falência da companhia por dívidas. No início de maio, o CEO da rede de lojas Marisa, João Pinheiro Nogueira Batista, anunciou o fechamento de 91 unidades da empresa, em um processo que deve custar cerca de R$ 62 milhões.

Em entrevista ao Broadcast, o presidente da varejista destacou que entre os fatores que levaram à crise está a concorrência de marketplaces estrangeiros, como Shein.

“É um processo extremamente doloroso, já que cada loja emprega, em média, 20 pessoas. Um período dificílimo para todos”, ressaltou Batista, na época.

*Matéria alterada às 16h23 para acréscimo de informações.