Certamente, este será um que o pequeno João Paulo do Prado Moura, de 9 anos, paciente com distrofia muscular de Duchene, não vai esquecer. Ele recebeu a de um triciclo adaptado para continuar em movimento.

A história de solidariedade começa quando a mãe, Roseli do Prado Ferreira, de 45 anos, realizava orçamentos para comprar a bike adaptada com as condições de João. Nesse mesmo período, o atleta ganhou um seguidor nas redes sociais, o gerente de uma loja de bicicletas, Cleverson Duarte.

João faz fisioterapia pelo projeto da UFMS (Universidade Federal de mato Grosso do Sul) e o CER-Apae (Centro de Reabilitação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). O tratamento fica suspenso, já que a universidade entra de recesso, só retornando as atividades em março do próximo ano. Neste período, a família continua o tratamento em casa.

“A fisio disse que seria legal ele usar o mesmo triciclo que tem lá, a bike comum seria complicado, porque precisa de apoio nas costas. Foi quando conhecemos o Cleverson. Fui pesquisar o preço, disse para ele que queria me ajeitar [financeiramente]. Passou um mês mais ou menos, ele me mandou uma foto dizendo que o triciclo chegou e que tinha que tirar as medidas. Quase cai para trás e pensando como eu ia pagar, o triciclo custa em torno de R$ 3,5 a R$ 4 mil. Chegamos lá e ele nos mostrou, ficou lindo, o olho do João brilhava de uma maneira… Eu já estava ensaiando de perguntar se eles aceitavam pagar com a nota promissório, porque não tenho cartão de crédito, quando ele disse que era um presente”.

A mãe se emociona dizendo que não teria condições no momento para comprar o presente de Natal para o filho. Apesar da medicina indicar que não há mais evolução, Roseli afirma que o filho não desiste de continuar a viver intensamente e sem restrições para uma com a idade que ele tem.

“Eu não tenho palavras para dizer o quando estamos gratos. Lá mesmo o João deu a primeira pedalada sozinho. Usar o triciclo e a hidroterapia são considerados tratamento de padrão ouro. Não foi só o triciclo que ele nos ofereceu, no dia fomos de Uno Mille, o porta-malas é pequeno e o triciclo grande, não íamos conseguir levar. Pois o Cleverson ligou para o entregador, que chegou rápido e foi seguindo o Uno até nossa casa”

Presente de aniversário doado

Cleverson se acanha ao contar sobre o ato, já que ele diz que a história do pequeno continua sendo um incentivo para solidariedades. Recentemente, o gerente da Ciclo Reis completou aniversário e a doação teria partido de uma brincadeira entre amigos.

“Ajudamos diversos grupos e atletas com deficiência. Conheci a história do João pelo projeto Pernas Solidárias. Na conversa com a mãe dele senti algo que eu no particular queria ajudar. Meus amigos queriam me dar um presente de aniversário e, na brincadeira, falei, ‘então, vamos fazer o bem'. Eles doaram e eu dei minha parte nos custos”.