Conhecido por jorrar ‘água milagrosa’, o túmulo da menina Fatinha, no Santo Amaro, recebeu visitas neste . Famílias que foram ao local visitar túmulos de seus entes queridos aproveitaram para passar no local e fazer suas orações.

Mesmo não saindo água dos filtros de barro, como de costume, quem se aproximava da capelinha rosa colocava velas para a menina, e fazia suas preces.

Lurdes Rangel, 78 anos, conhece a história de Fatinha desde que se mudou para , em 1981. Ela chegou a conhecer a mãe da menina, e foram amigas durante anos.

“Conheci a mãe dela, e na época ficou minha amiga. Sempre que eu vinha aqui via as pessoas pegarem água, que saia do túmulo. Nascia mesmo água do cantinho, não era ninguém que colocava”, conta.

Lurdes foi amiga da mãe de Fatinha e o túmulos todos os anos. (Henrique Arakaki, Midiamax)

Segundo Lurdes, a mãe da menina ia ao cemitério duas vezes na semana, e sempre se encontravam quando ela ia visitar o túmulo de seu pai, recém falecido. Mesmo perdendo contato com a amiga, Lurdes continuou visitando a capelinha, todos os anos.

“Já recebi uma graça fazendo minhas preces. Ela apareceu para mim em sonho e mostrou três números para mim. Eu joguei na loto e ganhei R$ 52 na época. Consegui comprar um bíblia com o dinheiro e ainda sobrou dinheiro. Na mesma semana joguei de novo e ganhei R$ 62”, conta.

Tradição passada por gerações

Samuel Henrique Gonçalves, 14 anos, desde pequeno visitava o túmulo de Fatinha com a sua avó. A tradição o marcou, e a gora que a avó não pode mais o acompanhar, o adolescente vai na companhia da mãe. “A tradição me marcou por causa da minha avó. Só que quem vem agora comigo é aminha mãe”, explica.

A funcionária pública, Cristiane Macedo de Almeida, 40 anos, também visita o local desde pequena. Anos depois, continua comparecendo ao túmulo todos os anos, e pela primeira vez levou sua filha para conhecer.

“Eu tomava água aqui, jorrava água mesmo. Muita gente recebeu milagre aqui, foram curadas. Hoje eu trouxe milha filha porque ela já está maior e consegue entender. Queria que ela conhecesse a história”, explica.

Cristiane visita o túmulo de Fatinha desde pequena. (Henrique Arakaki, Midiamax)

Túmulo milagroso

Popular ponto de concentração de fiéis e devotos em busca de milagres, a sepultura é conhecida na Capital por fornecer água de uma suposta mina que existe debaixo do sepulcro da pequena Fátima Aparecida Vieira, também chamada de “Aparecidinha”.

Há mais de 40 anos, no dia de Finados, é tradição campo-grandense visitar o túmulo da garotinha que tem fama de milagreira e teria se tornado santa ao morrer inexplicavelmente após se queimar com uma vela enquanto rezava em Campo Grande, aos 7 anos de idade.

Na data, fiéis fazem fila para encher copos, garrafas, beber e se banhar com a água que supostamente jorra debaixo da sepultura e é distribuída em filtros de barro para os visitantes. Vários deles relatam ter recebidos milagres após beberem o líquido ou simplesmente rezarem para “Aparecidinha”, desde a cura de graves doenças a graças inexplicáveis alcançadas na vida.

Visitantes acende velas para Fatinha. (Henrique Arakaki, Midiamax)

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