Equipes continuam o combate aos incêndios na região do Alto , em , a 425 quilômetros de Campo Grande. Nesta segunda-feira (20), chuva intensa não atinge as áreas de difícil acesso e o combate ao fogo é feito com mangueira de 270 metros em solo.

Segundo o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), o grupo de combate utilizou uma mangueira extensa, com captação de água do rio e a instalação de uma bomba-motor para extinção das chamas na área de difícil acesso, desde o último domingo (19).

Apesar da garoa bem-vinda, os ventos favorecem a propagação do fogo. Também no domingo, as equipes do Brigada Pantanal, IHP, Corpo de Bombeiros, e Prevfogo (Centro Nacional de e Combate aos Incêndios Florestais) montaram mais aceiros para proteger casas ribeirinhas. O fogo saltou do rio São Lourenço e ameaça quem vive às margens do rio Paraguai.

O trabalho segue em solo, com os brigadistas, e o combate aéreo por Helicóptero tentando reduzir o tamanho das chamas. “A chuva é o maior reforço e o mais esperado”, descreve o instituto.

Fumaça

Nas últimas 48 horas, o satélite de referência do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectou 356 focos ativos de queimadas em Mato Grosso do Sul.

Maior área de conservação do bioma, a região do Alto Pantanal abriga comunidades tradicionais que moram na área entre os municípios de Corumbá, Poconé e Cáceres, no Mato Grosso. Por conta da identificação do avanço do fogo nessas áreas, a Brigada Alto Pantanal reforçou o trabalho de visitar quem mora nessa região mais remota do território.

Dados do Inpe mostram que os focos de incêndio registrados nos primeiros 15 dias de novembro superaram todo o mês de outubro. Em 2023, a região do Pantanal sul-mato-grossenses contabilizou 3.798 focos de incêndio.