A onda atípica de calor que atinge Mato Grosso do Sul neste inverno tem favorecido o aparecimento de escorpiões, mesmo o pico destes animais ser na primavera e no verão. Porém, o CCZ (Centro De Controle De Zoonoses) alerta que o mais importante para evitar escorpiões é manter casas e terrenos livres do lixo.

Médica-veterinária do CCZ, Kelly Cristina da Silva Godoy explica que estatisticamente o número de casos de aparecimento e acidentes com escorpiões, em Campo Grande, caiu em um ano. Comparando o período de janeiro a junho de 2022 e 2023, houve queda nos dados do CCZ.

Em relação as reclamações de aparecimento de escorpiões no CCZ, foram 1.678 no primeiro semestre de 2022 e 1.102 no mesmo período de 2023. Nos acidentes de picadas de escorpião, foram 929 ano passado e 511 este ano.

Mas o CCZ alerta para que as pessoas tenham cuidado com o acúmulo de lixo, que favorece o aparecimento de baratas, que é o principal alimento dos escorpiões.

Confira maneiras de barrar os escorpiões em casa:

  • Fechar ralos com telas
  • Colocar telas nas janelas
  • Fechar buraco embaixo das portas
  • Evitar lixo acumulado nas casas ou terrenos

Com a chegada da primavera, o CCZ espera aumento nas ocorrências e solicitações envolvendo escorpiões em Campo Grande. Para falar com o CCZ a população pode ligar no 2020-1796 no setor de controle de roedores, animais peçonhentos e filantrópicos e no geral CCZ 3313-5000 (Plantão).

Criança morreu após ser picada por escorpião em casa

Uma criança de 5 anos morreu na terça-feira (22) após ser picada por um escorpião na semana passada. O caso aconteceu em Ribas do Rio Pardo, a 97 km de Campo Grande, e a criança estava internada no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, na Capital.

A informação foi confirmada pelo site Rio Pardo News e uma nota de pesar pela morte do menino está sendo compartilhada nas redes sociais. A criança teria sido picada pelo escorpião ao colocar um sapato, enquanto se arrumava para ir à escola.

Atendimento deve ser imediato após picadas

Levantamento do Civitox MS (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica de Mato Grosso do Sul) aponta 3.205 ataques de escorpiões em 2022, sendo 1.101 em Campo Grande.

responsável clínico do Civitox MS e professor adjunto de dermatologia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Alexandre Moretti de Lima, explica que a primeira coisa a fazer após uma picada de escorpião é procurar imediatamente o atendimento de emergência para verificar a gravidade do acidente.

“É importante levar o escorpião porque no posto de saúde vai tirar foto e mandar para os biólogos do Civitox para analisar a espécie”, ele orienta. 

Geralmente, com o uso de pá ou vassouras, as pessoas empurram o escorpião para dentro de um frasco.

Alexandre afirma que a maioria dos casos é leve e os tratamentos geralmente são para dor. Contudo, há uma parte de casos moderados e graves que necessitam de soro antiescorpiônico.