Na tarde desta terça-feira (10), a (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) realizou a distribuição de 18 toneladas de carne bovina apreendida dia 5 junto com maconha. Porém, ao mesmo tempo em que a ocorria, uma decisão judicial impedia a distribuição do alimento.

Acontece que a empresa R.K.O Alimentos, de , entrou com pedido na Justiça para ficar com a carga de , apresentando nota fiscal que comprova a titularidade do produto. À Justiça, a empresa alegou que perder em definitivo a carga acarretaria prejuízo de R$ 271 mil.

A carga foi apreendida no dia 5 de outubro, mas no dia 6 o juiz F.V. de Andrade Neto, decidiu que a carga poderia ser doada. Ele considerou a perícia feita na carne e que atestou estar própria ao consumo humano e ainda destacou que entidades públicas e filantrópicas deveriam ter prioridade no recebimento.

Até que nesta terça-feira (10), enquanto a doação da carne acontecia, decisão judicial de 15h20 revogava a autorização para doação da carne. Em seguida, às 17h30, outra decisão nomeou a RKO Alimentos Ltda como depositária fiel da carga.

Ao Jornal Midiamax, o delegado Hoffman D’Ávilla disse que até às 16h ele estava amparado pela decisão judicial que autorizou a doação. Mas que com a decisão judicial parou a distribuição e o que restou de carne do caminhão vai passar pela perícia.

Ele não soube dizer a quantidade que restou no caminhão. “Agora vou chamar a perícia e cumprir a decisão judicial”.

Doação para 50 entidades

Em torno de 50 entidades sociais foram beneficiadas com a doação das 18 toneladas de carne. A carga foi apreendida, devido a 1 tonelada de maconha que foi encontrada em meio a carne.

O dono de uma transportadora e mais cinco acabaram presos, por equipes da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, com uma carga de maconha avaliada em cerca de R$ 1 milhão. 

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