Dez anos após início da formação da favela da , no Bairro Centro-Oeste, a Prefeitura de Campo Grande vai regularizar a situação das 1.500 famílias que vivem na comunidade. A previsão é de que em 15 dias o Município abra licitação para contratar empresa que fará o georreferenciamento do local. 

Para regularizar a situação das cerca de sete mil pessoas que vivem no local, a Prefeitura fechou acordo com a empresa mexicana Homex, dona do terreno onde a favela se formou.

Em 2013, a construtora abandonou o empreendimento iniciado em 2011, desde então, pedia R$ 20 milhões para vender o espaço ao Município, valor que travava o avanço de uma definição sobre o lote. Agora, após rodada de negociações, a empresa aceitou ceder o terreno em troca de outra área no Bairro Riviera Park.

“Já temos um projeto pronto e vamos aguardar a aprovação da Câmara Municipal. O ofício foi enviado pedindo votação em caráter de urgência. Também temos projetos adiantados com todas as secretarias, colocando como prioridade a assistência à essas pessoas”, comentou a prefeita da Capital, Adriane Lopes.

Segundo ela, o Município já iniciou negociações com as concessionárias de água e luz para regularizar o fornecimento das famílias. “A área está sendo monitorada todo dia para que essas pessoas saiam da vulnerabilidade. Estamos levando serviços de saúde, cultura, educação e assistência social, inclusive com a Funsat, para que elas sejam encaminhadas ao mercado”, acrescentou.

Credihabita 

De acordo com o subsecretário adjunto de habitação, Cleiton Thiago Pereira, a Prefeitura faz monitoramento de pessoas que vivem nas favelas em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, assim que georreferenciamento for feito, famílias terão acesso ao Credihabita, programa municipal para financiar casas. 

“Faremos um estudo de quem realmente tem cadastro na agência de habitação e automaticamente essas pessoas terão direito ao crédito. A expectativa é de que até o meio do ano que vem a situação por parte da prefeitura já esteja regularizada”, pontuou.

Pela regra, cada lote na área da Homex vai custar R$ 20 mil. No financiamento, apoiado pela Prefeitura, cada família terá de empenhar 10% do salário mínimo para pagar as parcelas mensais.

Residencial Homex

Em 2013, a empresa mexicana abandonou a obra de construção das moradias que começou a ser erguida em 2011. Na época, a Homex informou que estava passando por dificuldades financeiras. O empreendimento contava com dez blocos residenciais, no entanto, apenas seis foram entregues. Com a da construtora, o restante da documentação não foi concluída, deixando muitas famílias no prejuízo. 

Antes composto basicamente pelo mato e por ruínas das inacabadas obras da Homex, o foi tomado por pedaços de madeiras, telhas e lonas usadas no alicerce dos barracos que, ao longo dos últimos quatro anos, se modernizam e crescem com construções avançadas no local.

O perfil da maioria que mora ali é quase o mesmo: pessoas que viviam de aluguel e enfrentavam sérias dificuldades para conseguir se manter convivendo com duras condições de miséria.

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