A Adufms (Associação dos Docentes da UFMS) vai decidir, na quarta-feira (18), se haverá greve entre os da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A decisão ocorrerá durante a Geral da entidade, que tem como pauta a campanha salarial pelo reajuste de 19,99%, além da própria paralisação.

Conforme a associação, as reivindicação pela recomposição salarial faz parte de um movimento nacional, coordenado pelo Fonasefe (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais). No dia 28 de abril, houve uma paralisação com aulas públicas em todas as unidades da Universidade. As aulas tiveram como objetivo explicar à comunidade acadêmica os motivos das reivindicações.

O Fonasefe havia protocolado um pedido de negociação ao no dia 18 de janeiro, mas não obteve resposta. Um novo ofício foi enviado no dia 8 de fevereiro, e novamente não foi respondido. Entidades filiadas ao Fórum — incluindo a — deflagraram, no dia 23 de março, um indicativo de greve, ou seja, o anúncio de que a paralisação geral pode ocorrer a qualquer momento.

Os servidores federais não têm seu salário corrigido desde 2017. No entanto, o índice de 19,99% exigido se refere às perdas salariais ocorridas apenas durante o governo de Jair Bolsonaro, ou seja, desde janeiro de 2019.

Paralisação na UFMS

Os professores da UFMS realizaram paralisação no dia 28 de abril, na Cidade Universitária, em , e nos nove campi da instituição espalhados pelo Estado.

No começo da manhã, os estavam reunidos na entrada do local, vestindo camisetas pretas e entregando panfletos de conscientização sobre o ato. Segundo a , a adesão foi de cerca de 1,5 mil professores em Campo Grande e no interior do Estado.