Casos suspeitos de zika nos primeiros meses do ano já são metade dos registrados em 2021

MS também já registrou 59 casos suspeitos de chikungunya e duas cidades concentram os casos prováveis
| 09/03/2022
- 12:14
Casos suspeitos de zika nos primeiros meses do ano já são metade dos registrados em 2021

Enquanto os moradores se preocupam com as doenças de síndrome respiratória, como a Covid e a H2N3, outra doença permanece "nos bastidores" e, distante dos holofotes, ainda é um risco para as pessoas. O zika vírus e a ainda registram casos suspeitos em e há cidades que concentram o maior número de casos suspeitos. 

Conforme o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), em 2021, Mato Grosso do Sul registrou 52 casos prováveis da zika, sendo o maior pico em 2016, quando foram 1.825 casos. Em 2022, em pouco mais de dois meses, já são 24 casos suspeitos. Ou seja, 46% do total de casos do ano anterior. 

Todos os 24 casos suspeitos foram registrados na cidade de Chapadão do Sul, a 310 km de Campo Grande. Com isso a incidência em MS é de 0,9 para uma população de mais de 2,8 milhões de habitantes. 

Os casos são confirmados da seguinte maneira: Os primeiros casos de determinada área devem ser confirmados por exames laboratoriais validados. No Lacen os exames realizados para confirmação de Zika são a RT-PCR em tempo real e detecção de anticorpo IgM. O boletim detalha que ainda não foram registrados nenhum caso confirmado do vírus em MS.

Chikungunya 

O último boletim epidemiológico da SES para a doença, detalha que já são 59 casos suspeitos no Estado nos primeiros meses de 2022. O número pode não estar tão distante do registrado em 2021, quando foram 181 casos, 32%. 

Diferente dos casos de Zika, concentrados em apenas uma cidade, os casos de Chikungunya estão espalhados em mais cidade. A cidade com mais registros de casos prováveis são Cassilândia, com 20 casos, e novamente Chapadão do Sul, com 15.

Em seguida aparecem Nioaque (8 casos), Deodápolis (6), Campo Grande e Corumbá com 2 casos, e Santa Rita do Pardo, Angélica, Ivinhema, Caarapó, Aquidauana e Três Lagoas com um caso cada. Com isso, a incidência da doença em MS está em 2,1, considerado baixo. 

A faixa-etária que apresentou mais casos suspeitos foi em pessoas com idades entre 20 e 29 anos (42,5% dos casos prováveis). Em seguida, aparecem as pessoas com idades entre 30 e 39 anos, representando 40% do total dos registros suspeitos. 

Ao contrário da zika, a chikungunya tem casos confirmados pelo laboratório em MS. No total, são quatro casos sendo em Aquidauana, Chapadão do Sul, Cassilândia e Três Lagoas, com um caso em cada cidade.

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