Após ser atropelado, jovem passa por cirurgias na Santa Casa e consegue recuperar movimentos

Paciente sofreu graves fraturas na coluna, e tinha risco de perder movimentos
| 18/01/2022
- 19:45
Após ser atropelado, jovem passa por cirurgias na Santa Casa e consegue recuperar movimentos
(Foto: Divulgação/Santa Casa)

A divulgou nesta terça-feira (18) o sucesso em duas cirurgias complexas submetidas em um jovem de 20 anos, que após ter sido atropelado poderia ter perdido completamente os movimentos. Se recuperando, o paciente já retornou para casa.

De acordo com o hospital, o rapaz foi atropelado no dia 30 de dezembro do ano passado, o impacto resultou em múltiplas fraturas na coluna. A equipe de neurocirurgia identificou lesão em três vértebras da coluna torácica e uma na segunda vértebra cervical, consideradas fraturas instáveis, ou seja, com risco de deslocamento de vértebras e lesão medular, com a possibilidade de sequelas permanentes.

Foram feitos dois procedimentos: a fixação da coluna através de uma prótese de titânio, chamada de artrodese da coluna dorsal e osteossíntese de odontoide na coluna cervical, feito no dia 4 de janeiro deste ano. O procedimento iniciou com a fixação da fratura da segunda vértebra cervical através de um acesso na parte anterior do pescoço e, em seguida, o paciente foi virado para ser operado das fraturas das vértebras dorsais.

A médica neurocirurgiã do hospital, Drª Mariana Mazzuia, explicou que a primeira , apenas de durar 1h, exige sincronismo da equipe, pois é feita por um acesso minimamente invasivo. “Precisamos guiar um parafuso de forma tridimensional através do raio-X, feito em tempo real”.

Já no segundo procedimento, conduzido pelo neurocirurgião Dr. Wolnei Zeviani, a complexidade foi ainda maior. “Nesta cirurgia de correção de fratura na coluna torácica substituímos duas vértebras que sofreram esmagamento completo, por uma armação de titânio e, para tal, é utilizado um acesso cirúrgico em torno de 4 cm entre os pulmões e a medula espinhal, onde fixamos essas vértebras acima e abaixo da fratura com parafusos de titânio”, disse Wolnei. 

Na sala de cirurgia, o Dr. João Marcello Borba, médico neurologista, fez o estudo eletroneuromiográfico, com objetivo de avaliar a função medular durante o procedimento através de eletrodos. E após a permanência de três dias internados em recuperação, o paciente recebeu alta hospitalar com todos os movimentos preservados, e atualmente está em casa na companhia da família.

“Quero agradecer a todos que participaram da cirurgia do meu marido, está tendo uma ótima recuperação da cirurgia”, agradeceu a esposa do paciente.

(Com informações da assessoria de imprensa)

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