Cotidiano

Para evitar ‘fura-filas’, Sesau pede lista com nome de funcionários vacinados nos hospitais

Com poucas doses de vacina para a população, denúncias têm surgido sobre pessoas que teriam furado a fila da imunização em Campo Grande. A vacinação gera dúvidas principalmente nos hospitais, quando um funcionário que, em teoria, não seria da linha de frente é imunizado. Para barrar os ‘fura-filas’ e evitar irregularidades, a Sesau (Secretaria Municipal […]

Mylena Rocha Publicado em 29/01/2021, às 09h34 - Atualizado às 15h33

 (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)
(Foto: Henrique Arakaki, Midiamax) - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Com poucas doses de vacina para a população, denúncias têm surgido sobre pessoas que teriam furado a fila da imunização em Campo Grande. A vacinação gera dúvidas principalmente nos hospitais, quando um funcionário que, em teoria, não seria da linha de frente é imunizado. Para barrar os ‘fura-filas’ e evitar irregularidades, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) pede lista com nomes das pessoas vacinadas. 

A vacinação tem gerado dúvidas na população, afinal, como é feita a fiscalização da campanha? A Sesau reforça que há rigor da prefeitura para a aplicação das doses. A Prefeitura pede uma lista nominal com os dados pessoais de cada uma das pessoas que serão imunizadas nos hospitais e unidades de saúde do município.

Vale ressaltar que na primeira fase da campanha, podem ser vacinados os profissionais de saúde da linha de frente, idosos que moram em asilos e indígenas das aldeias. A partir de segunda-feira (1), os idosos com mais de 80 anos também poderão ser imunizados em Campo Grande.

A população ainda pode ajudar a fiscalizar a aplicação das doses em Mato Grosso do Sul. O canal de ouvidoria foi liberado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para relatar quem furar a fila.

Denúncias sobre ‘fura-filas’

Até agora, a Prefeitura de Campo Grande recebeu apenas duas denúncias de pessoas que teriam furado a fila da vacina. Uma é diretora de um hospital especializado em cirurgias plásticas e outro é um guarda municipal. 

No caso da diretora do hospital, a Prefeitura explica que após averiguação constatou-se que não se trata de alguém que se imunizou antecipadamente já que ela também se enquadra como profissional de saúde, uma vez que também atua na unidade e clínica. 

No caso do guarda municipal que postou fotos nas redes sociais sendo vacinado, a gerente da unidade onde a vacina foi aplicada foi afastada pela prefeitura e houve a abertura de uma sindicância para identificar o responsável pelo erro.

Já a SES (Secretaria de Estado de Saúde) alega que ainda não recebeu oficialmente qualquer denúncia de fura-fila. “Qualquer denúncia formalizada será investigada. MPE (Ministério Público Estadual) e MPF (Ministério Público Federal) e outros órgãos de controle estão fazendo seus papéis em investigar as denúncias”.

Jornal Midiamax