Transitar pela Avenida Ricardo Brandão durante o fim de março e início de abril é como caminhar por uma tela com diversas cores, onde o rosa se destaca e faz com que as paineiras se tornem a atração principal de Campo Grande, já conhecida por capital dos Ipês.

E a associação das duas arvores não é apenas uma brincadeira, pois o tempo de florescimento das especiais faz com que uma se torne ‘Ô Abre Alas’ da outra, neste caso, as paineiras preparam os olhares dos campo-grandenses para o colorido dos ipês, ou os ângulos para os fotógrafos de plantão.

De acordo com o biólogo e professor de pós-graduação da Uniderp, Ademir Kleber Mosbech de Oliveira, explica que o período de floração da espécie tem duração de alguns dias e ocorre nesta época do ano, após a queda da folhagem, quando as temperaturas diminuem, um período anterior à floração dos Ipês.

O professor explica essas árvores possuem diversas espécies e nenhuma delas é típica de Campo Grande. “Essa árvore é encontrada nas regiões de Bonito e Jardim, que possuem um clima mais seco, claro que temos diversas em Campo Grande, mas são sementes trazidas de outros locais”.

Intrusa ou não, serão poucos aqueles que irão reclamar da ‘invasão’, aliás a última sensação que a espécie irá despertar é raiva, talvez apenas por não durar mais um ‘tempinho’ floridas.

A reportagem não poderia deixar a ‘onda’ passar e também resolveu surfar nesse mar, dando alguns ‘cliques’ nas famosas árvores, localizadas na Avenida Ricardo Brandão e Ernesto Geisel. Confira as imagens abaixo:

Paineira em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

 

Paineira em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

 

Paineira em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

 

Paineira em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)