Cotidiano

Desativação de unidade da PM leva insegurança a moradores do Pedrossian

Comunidade do bairro sofre com assaltos, mendigos e usuários de drogas

Felipe Ribeiro Publicado em 23/07/2021, às 13h30

No bairro, há locais abandonados e com sujeira
No bairro, há locais abandonados e com sujeira - (Foto: Leonardo de França/Midiamax)

Com relatos de assaltos, andarilhos pelas ruas e usuários de drogas, os moradores do bairro Maria Aparecida Pedrossian convivem constantemente com a insegurança da região. A principal queixa é relacionada à desativação, há menos de um mês, da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar, que era instalada no bairro Tiradentes.

Segundo o presidente da Amape (Associação dos Moradores do Parque Residencial Maria Aparecida Pedrossian), professor Jânio Macedo, a unidade era a mais próxima da região do Maria Pedrossian. Com sua transferência para o bairro Moreninhas II, os moradores do Parque Residencial ficaram sem segurança pública efetiva.

“A unidade policial que nos atende aqui é a 6ª Companhia, que estava instalada ao lado do CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) do Tiradentes, o que dava uns seis ou sete quilômetros. Mas essa base foi desativada e todo o efetivo foi para a Moreninha II. E agora, se você pede para atender uma ocorrência aqui, os policiais devem percorrer a BR, o que é um problema”, explicou Macedo.

Com a ausência da força policial na região, os problemas se intensificaram e os moradores reclamam do medo que é conviver com a situação, apesar de se reunirem para organizar um sistema de monitoramento e ronda. O presidente da associação comenta que a ação é realizada por guardas noturnos e até policiais aposentados.

“Aqui no nosso bairro, temos um sistema de segurança que é de moto. São vários rapazes, inclusive policial aposentado. A ideia já inibiu bastante as ondas de assalto, mas não consegue resolver 100%. Ontem, teve um cara que assaltou uma senhora à mão armada”, detalhou Jânio Macedo.

Assaltos

Bruna Meireles, gestora de recursos humanos, afirmou que o problema afetou tanto sua vida que teve que mudar de casa. “A gente morava numa rua do Residencial Oiti. A rua era calma. A minha irmã trabalha no shopping e sai muito tarde. Uma noite, voltando do trabalho, ela veio na última volta do ônibus e foi assaltada. Por causa disso, a gente mudou de residência para uma rua mais movimentada”, relatou Meireles.

Mesmo após a mudança, a gestora achou que teria mais segurança por morar num trajeto em que o ônibus percorria. Mas, segundo ela, até o percurso do transporte público foi alterado.

Sem amparo, a comunidade da região do Maria Aparecida Pedrossian só resta solicitar ajuda aos órgãos competentes, como o pedido de ocupação de um prédio abandonado no bairro, que poderia ser utilizado como uma base da Polícia Militar ou Guarda Municipal.

“Eu não tenho visto ronda policial por aqui. A gente tem um prédio, que já foi creche, e está desocupado atualmente. Ali é um local propício para o mosquito da Dengue. Está faltando alguém para lutar pela comunidade do bairro para conseguir algo”, avaliou a gestora Bruna.

Questionada pela reportagem, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que a base policial do Bairro Tiradentes está temporariamente fechada para reformas estruturais. Ainda de acordo com a corporação, a ativação do Programa Obtenção de Capacidade Operacional Plena - OCOP tornou o reforço no policiamento, com as novas 47 viaturas, significativo. Dessa forma, é possível intensificar o policiamento ostensivo em toda Campo Grande, segundo a PMMS.

Jornal Midiamax