Cotidiano

Comércio de Campo Grande teve apenas 6,57% dos funcionários contaminados por covid

Pesquisa da CDL mostra eficácia dos protocolos de biossegurança

Gabriel Maymone Publicado em 17/06/2021, às 12h51

Comércio de Campo Grande quer ser classificado como atividade de baixo risco para covid
Comércio de Campo Grande quer ser classificado como atividade de baixo risco para covid - Marcos Ermínio / Midiamax

Pesquisa da CDL-CG (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande) mostra que 6,57% dos trabalhadores do comércio foram contaminados com covid no município.

Conforme o levantamento, 1.820 empresas foram consultadas e a pesquisa abrangeu um universo de 32.464 pessoas. Ainda de acordo com os dados, 2.970 funcionários, que representam 9,16% do total já foram vacinados.

Com os dados, a entidade solicitou junto ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) que a atividade do comércio varejista fosse reclassificada no grau de risco para covid. "A pesquisa é interessante para avaliar se procedimentos de biossegurança adotados estão funcionando e isso demonstra que temos posicionamento positivo. Estamos pedindo para que mude a categoria do comércio varejista de médio para baixo risco", explicou o presidente da CDL-CG, Adelaido Vila.

Luta por vacina

A FCDL-CG - que representa todas as CDLs de MS, ao lado da CDL-CG, também solicitou ao MPMS que interceda para que o Estado e prefeitura se mobilizem para comprar doses de vacina de laboratórios do exterior para imunizar a classe do comércio.

"Estamos buscando alternativa para por fim a essa situação. Estamos perdendo pessoas todos os dias, empresas, emprego...", lamentou Adelaido.

Conforme o presidente da entidade, um escritório de representação de laboratórios como AstraZeneca e Pfizer no Brasil foi procurado e garantiu que pode viabilizar em até 30 dias a importação das doses, mas que a legislação brasileira só permite que seja feita por governos federais, estaduais ou municipais.

Jornal Midiamax