A gripe preocupa e já é tratada como uma epidemia em regiões do país, como o Rio de Janeiro. Com o relaxamento das medidas restritivas contra covid, que acabavam ajudando no controle da Influenza, o vírus da gripe voltou a circular e o aumento de casos também pode chegar a Campo Grande. A campanha de vacinação contra a gripe neste ano alcançou somente 63% do público-alvo, o que está bem abaixo da meta estipulada — que é de 90%. 

Por conta da instabilidade no sistema do Ministério da Saúde devido aos ataques hackers, não há detalhes sobre a cobertura vacinal contra a Influenza em Campo Grande. Contudo, o que se pode afirmar é que a campanha deste ano não saiu como o esperado. Devido à preocupação com o coronavírus e o prazo necessário de intervalo para tomar os dois imunizantes, a vacina da Influenza acabou sendo ‘deixada de lado’. 

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande afirma que, durante a campanha de 2021, apenas o grupo de crianças menores de seis anos atingiu a meta, sendo 91,79% do público imunizado. Na vacinação em geral, a campanha atingiu 63,55% do público-alvo vacinado. Com epidemia em regiões como o Rio de Janeiro, há risco do vírus voltar a circular na Capital. “Sabe-se que o vírus ainda está em circulação, havendo surtos em algumas regiões do país, por exemplo”, pontuou a Sesau.

Para quem ficou preocupado, ainda dá tempo de se proteger. “A vacinação para evitar a infecção está disponível em todas as unidades de saúde”, informou a secretaria. 

Outra boa notícia é que os casos de gripe não foram frequentes em Campo Grande. Com o uso de máscaras e o distanciamento social, foram poucos registros na Capital. “Em 2020 foram 35 casos confirmados para Influenza, com cinco óbitos. A respeito dos registros de 2021, nenhum dos casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) neste ano foram diagnosticados como Influenza”, apontou a Sesau. 

Como se prevenir? 

Com o vírus circulando no país, é preciso ficar atento e a vacinação ainda é a maneira mais eficaz de se proteger. Portanto, é importante comparecer aos postos de saúde e procurar a imunização, principalmente pessoas dos grupos de risco, como idosos, crianças, gestantes e puérperas, por exemplo. 

O Ministério da Saúde explica que a constante mudança dos vírus influenza requer um monitoramento global e frequente reformulação da vacina contra a gripe. “Devido a essa mudança dos vírus, é necessária a vacinação anual contra a gripe. Este imunobiológico oferecido no SUS (Sistema Único de Saúde) protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul”.

Além da vacinação, outras medidas podem ajudar. Confira: 

  • Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, principalmente antes de consumir algum alimento;
  • Utilize lenço descartável para higiene nasal;
  • Cubra o nariz e a boca ao espirrar ou tossir;
  • Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Mantenha os ambientes bem ventilados;
  • Evite contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;
  • Evite sair de casa em período de transmissão da doença;
  • Evite aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);
  • Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.