Após tentativa de desocupação, famílias reerguem barracos na Cidade de Deus
Pessoas que tentam invadir um terreno de área pública, na comunidade Cidade de Deus, no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, continuam no local, na tarde desta terça-feira (28). A esperança deles é de conseguir um lugar parar morar. Sem ter para onde ir, moradores relatam humilhação e medo na tentativa de desocupação. Depois […]
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Pessoas que tentam invadir um terreno de área pública, na comunidade Cidade de Deus, no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, continuam no local, na tarde desta terça-feira (28). A esperança deles é de conseguir um lugar parar morar. Sem ter para onde ir, moradores relatam humilhação e medo na tentativa de desocupação.
Depois da confusão pela manhã durante a tentativa de desocupação, equipes da força-tarefa montada para ação deixaram a área. Nesta tarde, a reportagem do Jornal Midiamax encontrou famílias reerguendo barracos.
Rallison Gabriel, 25 anos, conta que sofreu ameaças com a chegada da Guarda Municipal. “Aqui é só despejado, é uma área que só tem lixo. Falaram que iriam limpar, mas depois que a imprensa saiu, começaram a engatilharam as 12 (arma), e a conversa mudou. Na verdade me senti um cachorro, do jeito que nos trataram ninguém pode ser tratado”, relatou.
Com nove pessoas morando no mesmo barraco, Diovana Nascimento,19, disse que precisa do lugar para construir um novo lar para o ficar com o filho de três anos. “Só queremos um pedaço de terra para morar. Me senti humilhada. Estou aqui sem comer desde cedo.”
Tiago Douglas, está no local para demarcar um área desde ontem (27). Ele também não tem para onde ir para morar com os dois filhos, a esposa e a sogra. “Eles chegaram com falta de respeito, e meteram a patrola para cima, oprimindo, como se só tivesse vagabundo”, lamenta.
São cerca de 150 pessoas tentando construir barracos com lonas e pedaços de madeira, porém, foram derrubadas durante uma ação da GM, Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Polícia Militar e tropa de Choque.
Em entrevista ao Jornal Midiamax, o diretor-presidente da Emha, Enéas Neto, explicou que a maior parte das famílias no local já receberam moradia e as equipes devem intensificar a fiscalização para desocupação do terreno. Ele negou que durante a operação houve ameaças das equipes de apoio.
“Temos um grupo permanente para tentar evitar qualquer tipo de invasão. O problema é pontual. Pessoal que falaram com a imprensa já receberam unidades habitacionais ainda da segunda ocupação da segunda favela que tinha sido retirada, foram 323 famílias levadas para Vespasiano Martins, Bom Retiro e Jardim Canguru”, finalizou.
* Matéria atualizada às 17h53
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