Produtores rurais de ,  Rochedo e Corguinho (SRCG) doaram filamentos para impressora 3D, que serão utilizados na confecção de 600 máscaras especiais feitas por técnicos do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) . As máscaras serão destinadas a profissionais de saúde, bombeiros e policiais.

O trabalho será executado por técnicos e a doação foi intermediada pelo superintendente da Semagro (Secretaria de Estado de , Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Rogério Beretta. 

Segundo a professora do Instituto, Ivilaine Pereira Delguingaro, o projeto iniciou no início da pandemia, com a produção de equipamentos de proteção individual, por meio de impressoras 3D. “Criamos vários objetos essenciais ao combate do coronavírus em Mato Grosso do Sul. São 10 laboratórios espalhados pelo Estado, com vários profissionais envolvidos, entre técnicos e professores”.

O filamento, conforme explica a professora, é um material de plástico que faz a impressão dos projetos. “Também temos laringoscópio e suporte para descompressão de máscaras cirúrgicas, todos esses produtos são produzidos com filamento para impressora 3D, além disso utilizamos uma placa de acetato que vai fazer a proteção da parte frontal. As impressoras 3D se desgastam muito com a produção excessiva e precisamos repor algumas peças que naturalmente se desgastam”, completa a professora ao justificar a necessidade de doações.

As 600 máscaras que serão produzidas com a doação do Sindicato Rural de Campo Grande e apoio da Semagro, serão doadas a profissionais da linha de frente contra o . “Serão entregues àqueles que estão atuando no Estado, no combate ao coronavírus, como os profissionais da Polícia Militar, , hospitais, Secretaria de Estado de Saúde, postos de saúde, áreas de fronteira, como em Corumbá, e barreiras militares no Estado”, explica Ivilaine.

Além da doação dos filamentos, nesta fase de pandemia, o Sindicato já doou 50 tambores de 200 litros para uso da Prefeitura da capital, na desinfecção das ruas da capital e também oferece suporte aos produtores rurais com dificuldade na comercialização e escoamento de diversos produtos, além de levantar os entraves para contribuir com a classe. Ao mesmo tempo a entidade desenvolve a campanha do agasalho, que tem por finalidade a arrecadação de roupas e calçados que serão destinados às famílias e entidades que necessitam.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, Alessandro Coelho, os produtores estão engajados em acelerar o processo de solução para a Covid-19. “Precisamos apoiar as ações preventivas, para que o vírus seja contido o quanto antes, e assim, possamos retomar as atividades como era antes e fazermos a roda da economia girar. Acreditamos que esse suporte possa contribuir, de alguma forma, para minimizar os impactos do vírus”.