Cotidiano

Família de idoso vítima do ‘Golpe do Cartão’ em MS conta como evitou o pior

Conhecido na praça, o golpe do cartão de crédito – no qual bandidos se passam por funcionários de banco e alegam que o cartão de crédito e débito foram usados – ainda segue fazendo vítimas, sobretudo pessoas idosas e com menos afinidades com tecnologias. Morador de Campo Grande, o aposentado Benigno Fernandes Leão, de 83 […]

Renata Fontoura Publicado em 12/06/2020, às 15h27 - Atualizado em 13/06/2020, às 11h57

Vítima chegou a fornecer senhas dos cartões por telefone. (Foto: Ilustrativa)
Vítima chegou a fornecer senhas dos cartões por telefone. (Foto: Ilustrativa) - Vítima chegou a fornecer senhas dos cartões por telefone. (Foto: Ilustrativa)

Conhecido na praça, o golpe do cartão de crédito – no qual bandidos se passam por funcionários de banco e alegam que o cartão de crédito e débito foram usados – ainda segue fazendo vítimas, sobretudo pessoas idosas e com menos afinidades com tecnologias.

Morador de Campo Grande, o aposentado Benigno Fernandes Leão, de 83 anos, só não entrou na estatística na tarde da última quarta-feira (10) porque a filha, Célia Maria da Silva, interveio.

“Eu liguei para o banco, verifiquei o saldo do meu pai e pedi o bloqueio de suas contas”, diz Célia, que conta que os criminosos ligaram para o idoso se passando por funcionários do banco e disseram que havia sido comprado, com o cartão dele, uma passagem aérea de R$ 900 e também um saque de R$ 300. “Então iriam cancelar as contas e mandariam um investigador da polícia em casa buscar os cartões para fazer um levantamento e saber quem estava usando”, conta Célia.

Pelos bandidos disfarçados, Benigno foi orientado para escrever em punho uma autorização para que a investigação acontecesse. “Neste momento a minha mãe desconfiou. Ela ainda disse que meu pai já havia colocado os cartões em um envelope com a cartinha que ele fez. Ele queria entregar os cartões de qualquer jeito! Ele é de idade, teimoso”, lamenta.

Célia também contou que houve outra ligação, desta vez de uma mulher, também se passando por funcionária do banco. “Ela disse que teria que entregar os cartões porque senão meu pai teria que ir para Rio Verde, na delegacia de lá. Foi aí que confirmei mesmo que era golpe”, afirma. Célia disse à mulher que não iria entregar os cartões do pai e que iria ao banco pessoalmente resolver.

O maior perigo é que este não foi o primeiro golpe que o pai sofria ao telefone de casa. O idoso já recebeu três ligações sobre familiares sequestrados. “O conselho que eu tenho é dizer à eles para não passarem informação nenhuma, por mais que a pessoa diga que é do banco. E se estiver em dúvida, chame um filho ou parente mais próximo”, alerta Célia para todos que têm pais idosos.

WhatsApp: fale com os jornalistas do Midiamax

A reportagem foi sugerida através do WhatsApp do Jornal Midiamax, no número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Flagrantes inusitados, denúncias, reclamações e sugestões podem ser enviados com total sigilo garantido pela lei.

Jornal Midiamax