Cotidiano

Sem ter onde trocar curativo, vítima de acidente reclama e sensibiliza nas redes

Após se envolver em um acidente na última quinta-feira (12), na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, a dona de casa Jéssica Lemos Cardoso, de 23 anos, usou o Facebook para relatar o drama que vem enfrentando para tentar trocar o curativo da cirurgia que foi submetida. Jéssica sofreu fratura exposta na fíbula e tíbia, foi […]

Cleber Rabelo Publicado em 17/12/2019, às 15h48 - Atualizado às 18h20

Leitor, Jornal Midiamax
Leitor, Jornal Midiamax - Leitor, Jornal Midiamax

Após se envolver em um acidente na última quinta-feira (12), na Avenida Guaicurus, em Campo Grande, a dona de casa Jéssica Lemos Cardoso, de 23 anos, usou o Facebook para relatar o drama que vem enfrentando para tentar trocar o curativo da cirurgia que foi submetida.

Jéssica sofreu fratura exposta na fíbula e tíbia, foi socorrida e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande, onde passou por cirurgia. Dois dias após o procedimento ela recebeu alta e foi orientada pelo médico a procurar qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde) para trocar o curativo.

Na primeira tentativa, Jéssica foi até a UBS Universitário. Lá, conforme a paciente, negaram atendimento. “Me disseram o seguinte: ‘não fazemos esse procedimento aqui, pois não temos treinamento necessário para fazer a troca’. Depois me mandaram procurar o CEM”, reclamou.

Ainda com o mesmo curativo, trocado pela última vez no domingo (15), a dona de casa procurou o CEM (Centro de Especialidades Médicas). Por estar vomitando e passando mal, conforme Jéssica, não quiseram fazer a troca.

“Tentaram agendar para eu trocar o curativo na quarta-feira, mas disseram que não seria possível me atender se eu ainda estivesse passando mal ou vomitando”, conta.

Jéssica desabafou em um grupo no Facebook. A publicação teve repercussão e sensibilizou um enfermeiro da Rede Municipal, que foi até a casa dela. “Ele viu a postagem e decidiu me ajudar. Depois da publicação, o pessoal da Santa Casa entrou em contato comigo e disse que tentaria falar com o médico que me atendeu, mas não me deram nenhuma solução”.

Uma técnica de enfermagem que atua em unidade de saúde que Jéssica procurou disse ao Jornal Midiamax que seguiu o protocolo estabelecido pelo município, que em casos de troca de curativos ortopédicos, a orientação é mesmo procurar o CEM, que tem setor específico para esses casos.

“Não é um simples curativo, se não souber imobilizar conforme a necessidade do procedimento, com algodão ortopédico (do qual não se disponibiliza as UBS), o paciente pode vir a ter sequelas irreversíveis, e não é isso que queremos para um ser humano, então orientar é nosso dever, assim como foi feito”, completou a profissional.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e com a Santa Casa de Campo Grande e aguarda posicionamento sobre o caso.

*Matéria editada às 17h55 para acréscimo de informação.

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Reprodução, Facebook

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