Cotidiano

#Retrospectiva: Solidariedade foi a esperança para quem passou por maus bocados em 2019

O ano de 2019 foi difícil para muitas pessoas, tanto no âmbito emocional como no material, principalmente para quem vive à margem da sociedade e muitas vezes acaba não sendo visto, como foi o caso de Andressa dos Santos Silva, 25 anos. A mulher que sobrevivia com os 5 filhos em um pequeno barraco de 12 […]

Ana Paula Chuva Publicado em 27/12/2019, às 07h03

De aquivo | Leonardo de França | Midiamax
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O ano de 2019 foi difícil para muitas pessoas, tanto no âmbito emocional como no material, principalmente para quem vive à margem da sociedade e muitas vezes acaba não sendo visto, como foi o caso de Andressa dos Santos Silva, 25 anos. A mulher que sobrevivia com os 5 filhos em um pequeno barraco de 12 metros quadrados no Jardim Noroeste, em Campo Grande.

A história de Andressa ficou conhecida após o tio, desesperado entrar em contato com o Jornal Midiamax, no dia 18 de junho. Por telefone ele contou a reportagem que a sobrinha e os filhos estavam sem comida há três dias e por estar desempregado também não poderia ajudar muito.

#Retrospectiva: Solidariedade foi a esperança para quem passou por maus bocados em 2019
De arquivo | Leonardo de França | Midiamax

A reportagem esteve no barraco, e a situação era realmente muito triste. A mulher que tinha sido abandonada pelo marido, que saiu para trabalhar em dezembro de 2018, dividia uma única cama com as cinco crianças. No local sem banheiro, as crianças teriam à época apenas um punhado de arroz para se alimentar naquele período frio que fez no mês de junho em Campo Grande.

Com a ajuda e solidariedade de muitas pessoas, duas semanas depois o Jornal Midiamax voltou ao local onde Andressa vivia. A mulher já começava a retomar a vida ao lado das crianças, com o marido que teria voltado do Pantanal, segundo ele, onde estaria procurando emprego.

Sonho de adolescente

No mês de julho a história que comoveu foi a da menina Kellen Camilli, que morava em uma pequena casa com a família na Cidade de Deus com os pais e 2 irmãos. Aos 14 anos, o sonho da adolescente era ter uma festa de aniversário para comemorar os 15 anos, coisa que a família não conseguiria proporcionar.

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De arquivo | Leonardo de França | Midiamax

Com o pai doente, a garota dividia a rotina entre a escola e a venda de sacolés para ajudar a família. Pouco tempo depois a mãe também ficou doente, o que fez com que Camilli trocasse a vida ‘normal’ de adolescente para se dedicar a família.

No dia 20 de julho, uma rede de solidariedade ganhou forças para realizar o sonho da adolescente.Com direito a jantar, salgadinhos, docinhos, bolo e lembrancinhas, o evento emocionou familiares e deixou o sentimento de realização entre os voluntários.

Pequena Júlia

Em novembro a história que ganhou a comoção na Capital, foi a da pequena Júlia Karoline, com apenas 4 meses na época. A menina nasceu na Maternidade Cândido Mariano e passou os primeiros meses de vida na Santa Casa de Campo Grande.

Júlia nasceu com vários problemas de saúde e precisou passar por diversos exames, mas sem nenhum diagnóstico oficial. A pequena tinha dificuldades para respirar além das crises convulsivas, mesmo fazendo uso de medicação.

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Foto: Reprodução/ WhatApp

A família começou a suspeitar que Júlia seria portadora da síndrome DiGeorge, causada por um distúrbio cromossômico, afetando o desenvolvimento de vários sistemas do corpo. Causando problemas cardíacos, mau funcionamento do sistema imunológico, fenda palatina – uma abertura na parte superior do céu boca que resulta em uma abertura anormal para dentro do nariz – e diminuição dos níveis de cálcio no sangue.

Um especialista em genética de São Paulo recomendou que a família realizasse o exame SNP Array, com custo de R$ 10 mil. E para dar alguma chance de tratamento correto à criança foram feitas uma série de ações para arrecadar o valor do exame. Além da vaquinha online, a família realizou uma galinhada no dia 8 de dezembro e conseguiu vender aproximadamente mil marmitas.

A pequena Júlia recebeu alta do hospital alguns dias depois, e a família precisou novamente de ajuda para que o pequeno barraco onde a menina vive com a mãe pudesse oferecer estrutura.

Quem puder contribuir com a família e ajudar Júlia a permanecer com os parentes no final de ano, pode entrar em contato com Cristiana no 99341-1993 ou pode ajudar através de vaquinha online, clicando aqui.

Vitor, o cão policial

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Outra história que comoveu a população campo-grandense nesse ano de 2019, foi a do mascote da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos). Vitor, um rottweiler de 12 anos, foi diagnosticado com um tumor e os policiais já acumulavam uma dívida de quase R$ 4 mil na clinica onde o ‘cãopanheiro’ realizada o tratamento, no começo de novembro.

Infelizmente, no dia 11 de dezembro, Vitor não resistiu e acabou falecendo deixando um vazio nos plantões da Derf.

Miguelzinho

Também sem um final feliz, foi a história do pequeno Miguel Otávio Vilela Santos, 3 anos, diagnosticado no dia 13 novembro de 2018, com um tumor de 14 centímetros no rim após uma longa peregrinação em busca de respostas e que passava por tratamento em Campo Grande.

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Miguel já em casa fazendo tratamento paliativo pra o tumor.

O pequeno morava com com o pai em Bandeirantes que, junto do filho mais velho realizou uma rifa para custear não só as viagens até a Capital como as necessidades básicas do garoto. Miguelzinho ganhou o coração da população e teve até ator famoso compartilhando a história.

A família conseguiu fazer algumas melhorias onde o menino morava com o pai com a ajuda da população, além de custear algumas despesas com a alimentação e necessidades mais básicas.

No último dia 11 dezembro o sofrimento do pequeno Miguelzinho chegou ao fim. Infelizmente o garoto que já tinha passado por procedimentos cirúrgicos, quimio e radioterapia, não resistiu e acabou falecendo em casa, dias após receber alta do hospital. 

Jornal Midiamax