O episódio de violência vivenciado por uma assistente social no último domingo (27), na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) deixou alguns pacientes assustados.

Na tarde desta segunda-feira (28) eles revelaram não pensar muito na possibilidade de serem atacados por um dependente químico ou alguém que enfrente transtorno mental, já que estão em uma unidade de saúde aguardando atendimento, mas o caso traz à tona um certo ‘receio'.

De acordo com a prestadora de serviços gerais Vilma Gonçalves, de 59 anos, mesmo que um GCM (Guarda Civil Metropolitano) tenha conseguido segurar a agressora e evitado uma possível tragédia, ainda falta segurança nas unidades.

Após ataque a assistente social, pacientes pedem reforço na segurança das UPAs
Denizaura Silva afirma que já encontrou pacientes ‘problemáticos' em uma unidade de saúde. “Não tinha ninguém cuidando”(Foto: de França)

“Um guarda só é muito pouco para cuidar de uma unidade de saúde inteira. Tem que ter pelo menos uns quatro, enquanto um cuida da entrada o outro cuida da saída e assim sempre terá alguém atento ao que está acontecendo”, afirmou.

Para a radialista Denizaura Silva, de 39 anos, as autoridades dão muita importância à segurança de grandes eventos, como shows, e se esquecem da saúde. “Eu já me deparei com pessoas problemáticas em UPAs e não tinha ninguém de olho nesse pessoal. É muito perigoso, dão muita atenção para a segurança em outros lugares e se esquecem do principal, que é na área da saúde”, diz.

Ataque

Uma assistente social que estava de plantão foi atacada por uma paciente com uma faca e uma tesoura na tarde deste domingo (27) na UPA Moreninhas, em . A situação por pouco não vira uma tragédia, já que apenas um Guarda Civil Metropolitano fazia a segurança do local.

De acordo com a vítima, o caso ocorreu às 13h40 deste domingo. “Eu estava na sala da assistência social quando alguém bateu na porta. Quando eu vi, era uma mulher completamente nua, com uma faca e uma tesoura nas mãos e entrou me atacando. Por sorte o Guarda conseguiu correr e segurá-la, se não ia ser uma tragédia”, relata.