Cotidiano

Bebês fujões: funcionária cobra apuração e diz que responsabilidade não é do professor

A história das duas crianças de dois anos que ‘fugiram’ do Ceinf Professor Eloy de Souza Costa na última quarta-feira (7), no Jardim Tijuca, em Campo Grande, continua gerando polêmicas. Incomodada com a repercussão do caso, uma funcionária procurou o Midiamax, na manhã deste sábado (10), para lamentar o julgamento virtual sofrido pelos professores depois […]

Maisse Cunha Publicado em 10/11/2018, às 10h19 - Atualizado em 11/11/2018, às 10h45

Portão que crianças conseguiram abrir e sair. (Foto: Guilherme Cavalcante)
Portão que crianças conseguiram abrir e sair. (Foto: Guilherme Cavalcante) - Portão que crianças conseguiram abrir e sair. (Foto: Guilherme Cavalcante)

A história das duas crianças de dois anos que ‘fugiram’ do Ceinf Professor Eloy de Souza Costa na última quarta-feira (7), no Jardim Tijuca, em Campo Grande, continua gerando polêmicas. Incomodada com a repercussão do caso, uma funcionária procurou o Midiamax, na manhã deste sábado (10), para lamentar o julgamento virtual sofrido pelos professores depois que o assunto foi noticiado.

Os meninos saíram por um portão lateral do estacionamento do Ceinf e até atravessaram correndo a Rua Souto Maior, uma das mais movimentadas da região. A mãe de uma das crianças registrou Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e relatou a situação em um grupo no Facebook.

Na sexta-feira (9), em reunião que durou cerca duas horas, entre a mãe e a diretora do estabelecimento de ensino, a responsável teria sido informada que uma das professoras estaria na missa na hora da fuga das crianças.

Seria estranho se a professora em questão não estivesse em horário de PL (Plano Livre), intervalo de tempo reservado para os professores planejarem suas aulas, para garantir que não levem trabalho para casa.

A própria Semed (Secretaria Municipal de Educação) fez questão de ressaltar, em nota, que o tempo de PL pode ser usado da maneira em que o profissional preferir, logo, vale esclarecer que não a educadora em questão não fez nada de errado, a não ser cumprir o estabelecido pelas leis 151/2013 e 157/2014.

“O fato é grave, sim, poderia ter colocado essas crianças em risco, mas não é certo julgar o professor. A direção da instituição tem que ser cobrada, a secretaria de educação tem que ser cobrada, as responsabilidades apuradas, o que não pode acontecer é deixar o professor levar uma culpa que não é dele”, esclarece.

A servidora, que preferiu não se identificar para evitar possíveis retaliações, foi além e expôs um risco ainda maior.

“Cadê a segurança da escola? Centenas de crianças e não tinha um vigilante no portão? O professor é responsável por ensinar, ser paciente e atencioso e despertar neles o que há de melhor, para tornarem-se bons cidadãos. Mas o professor não pode ser cobrado por tudo que acontece numa escola, cada um tem sua função. Que não caiamos na cortina de fumaça e os, de fato, responsáveis, sejam punidos”, alerta.

Jornal Midiamax