Cotidiano

Criticado pelo prefeito, MPE diz que já investiga fechamento de Pronto Socorro

Promotoria de Saúde diz estar vigilante

Evelin Cáceres Publicado em 08/08/2017, às 14h24

None

Promotoria de Saúde diz estar vigilante

Após ser criticado pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), que afirmou ir ao MPF (Ministério Público Federal) pedir providências em relação ao fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa de Campo Grande, o MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) emitiu uma nota nesta terça-feira (08) afirmando ter instaurado procedimento para a apuração dos fatos.

O texto, emitido pela 32ª Promotoria de Justiça de Saúde informa os esclarecimentos “em resposta às críticas feitas pelo Prefeito Municipal de Campo Grande”. “Desde a ciência do fechamento dos portões do Pronto Socorro da Santa Casa de Campo Grande, anunciado no dia 03 de agosto de 2017, instaurou procedimento para apuração dos fatos, com notificação do Secretário de Estado de Saúde e Secretário Municipal de Saúde para que adotassem as medidas necessárias para que os pacientes do SUS não ficassem desassistidos em razão da redução do atendimento”.

De acordo com o órgão, na tarde desta segunda-feira a promotoria convocou reunião com a presença do presidente da Santa Casa e do secretário municipal de Saúde. Ambos teriam informado que o fechamento do Pronto Socorro para atendimentos de baixa complexidade foi previamente acordado em reunião realizada em 22 de maio de 2017 e que o hospital passou a receber unicamente pacientes de média e alta complexidade regulados pela Central de Regulação de Vagas.

“Tal medida foi adotada com objetivo de prestar um atendimento digno e de qualidade aos usuários do SUS. Consigna-se que os pacientes de urgência e emergência continuam sendo recebidos no Pronto Socorro da Santa Casa, na medida da capacidade instalada. Desse modo, a 32ª Promotoria de Justiça continuará vigilante na defesa do direito à saúde dos pacientes usuários do SUS”, finaliza a nota.

Investigação no MPF

O município está juntando documentos para acionar o MPF (Ministério Público Federal), nas esferas civil e penal, já que Trad alega que o MPE-MS (Ministério Público Estadual) não se pronunciou sobre o caso.Criticado pelo prefeito, MPE diz que já investiga fechamento de Pronto Socorro

Marquinhos Trad ainda pontuou que não procurou diretoria do hospital ‘para não parecer afronta’, e confirmou que o município está em dia com o repasses para a Santa Casa. “Vocês não estão entendendo a gravidade, as pessoas vão morrer”, disse.

“Eles estão pressionando para ter mais dinheiro, cada vez mais dinheiro. São quase R$ 250 milhões por ano, toda vez se fala em dinheiro. Se não estão dando conta, deixem os outros tomarem conta. Ninguém pediu para ele (Esacheu Nascimento, presidente da associação que mantém o hospital) ser da Santa Casa, ele que se candidatou. Então que saia”, disparou Marquinhos.

Jornal Midiamax