Mobilização é nacional e diversos segmentos devem participar

Trabalhadores da educação pública de Mato Grosso do Sul vão paralisar as atividades nesta sexta-feira (10). A paralisação, que vai acontecer na Praça do Rádio, às 9 horas, é um protesto nacional e será feita para evitar perdas direitos, que segundo a categoria, estão ameaçadas, como o fim da hora-atividade, por exemplo.

A convocação dos trabalhadores está sendo feita pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). “Além de parar, também, convocamos todos para estarem na rua, em defesa dos direitos da categoria, vamos fazer uma grande mobilização em Campo Grande”, diz a nota da federação.

Os protestos em Campo Grande são pela defesa da democracia; contra o fim do piso salarial e da hora-atividade; contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria especial dos professores; contra a privatização das escolas públicas, através das Organizações Sociais e da militarização; contra a retirada da obrigatoriedade dos recursos da Educação Pública (18% da União e 25% dos Estados e Municípios) da Constituição Federal.

Os educadores também protestam contra a alteração do regime de partilha na exploração do Pré-sal que destinaria recursos para a educação e saúde e contra a entrega das riquezas naturais, como o petróleo, para o capital estrangeiro.

A Lei da Mordaça que está sendo debatida em todo o território nacional e foi votada na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande com o intuito de proibir e mandar para a cadeia os professores que debaterem em sala de aula questões de religião, sexualidade (conscientização, igualdade de gênero, violência contra a mulher, homofobia e etc…) e política é outra tema da pauta.

A mobilização é nacional e diversos segmentos devem participar. Em Mato Grosso do Sul, cerca de 450 trabalhadores em educação, sendo, delegados dos 73 sindicatos filiados à Federação, aprovaram a mobilização, em Assembleia Geral da categoria, na última quarta-feira (1).