Cotidiano

No 1º dia útil após denúncia do Midiamax, só um articulado está nas ruas

Três ainda estão parados no pátio da Viação Morena

Kemila Pellin Publicado em 29/02/2016, às 17h41

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Três ainda estão parados no pátio da Viação Morena

Depois de passageiros e trabalhadores do transporte coletivo de Campo Grande se revoltarem com as empresas por 'esconderam' veículos mais novos e maiores nas garagens, para deixar ônibus pequenos e mais velhos nas linhas troncais, e do prefeito Alcides Bernal (PP) garantir que vai acionar a agências de regulação para apurar o caso, apenas um articulado novo foi para as ruas da Capital nesta segunda-feira (29), enquanto três deles ainda estão estacionados no patio da Viação Morena.

A denúncia feita pelo Jornal Midiamax na última sexta-feira (26) mostrou que veículos articulados do tipo 'BRT', que foram adquiridos em 2012, estariam guardados porque consomem mais combustível e um aditivo especial para diminuir a poluição nos veículos mais modernos movidos a diesel.

Em visita ao pátio da Viação Morena na manhã desta segunda-feira, foi constato que três dos quatro ônibus que estariam parados desde dezembro ainda estão estacionados no local. 

Estão sabendo

Funcionários das empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano da Capital revelam que fiscais da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) têm conhecimento de que ônibus novos que deveriam estar em circulação, estão ‘escondidos’ nos pátios, supostamente desde o ano passado.

“A prefeitura não vai fazer nada porque ganha com os ônibus parados. Toda semana os fiscais vão na empresa e não fazem nada”, revelou um funcionário, que preferiu o anonimato. Ele ainda confirmou a ‘desculpa’ oficial da empresa, de que manter os carros novos parados ajuda a ‘economizar’.

O diretor-presidente da Agetran, Elídio Pinheiro, rebateu as acusação afirmando que depois das denúncias publicadas na semana passada, e após um pedido do prefeito Alcides Bernal (PP), o órgão está fazendo um levantamento sobre o cumprimento, por parte da concessionária do transporte coletivo, das obrigações contratuais em prol do usuário. “Se for constatada alguma falha, a fiscalização vai multar (empresa) e nós vamos acionar o consórcio (Guaicurus)”, promete.

Jornal Midiamax