Cotidiano

Como está o ônibus no seu bairro? ‘Lotados e passando direto’, dizem leitores

População reclama para empresa, mas não é ouvida

Wendy Tonhati Publicado em 20/10/2016, às 17h27

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População reclama para empresa, mas não é ouvida

Nos dias de hoje, em que a maioria da população tem acesso a um smartphone com câmera, fica mais fácil registrar e produzir provas para as reclamações sobre os serviços públicos. O transporte público de Campo Grande tem sido alvo de queixas dos usuários que além relatarem  os problemas, produzem imagens e vídeos comprovando a situação. 

Na saída para Três Lagoas, a reclamação vem da leitora Carla Izabel, que mora no Residencial Oiti, e registrou em imagens a situação do local onde o motorista fica, com o painel danificado além, da lotação. 

Há mais ou menos 15 dias colocaram esses tipos de ônibus para rodar na linha Maria Aparecida Pedrossian-Oiti [linha 516]. Disseram que a viação Cidade Morena comprou as linhas. Antes eram ônibus bem conservados e agora só esses lixos. Estamos indignados porque demora um ano pra chegar em casa, além do fedor de borracha queimada”, diz.

Do outro lado da cidade, o problema é o ônibus que passa direto, deixando passageiros na parada. A leitora Sueli Rodrigues Aleixo diz que fez uma denúncia ao Consórcio Guaicurus, sobre a atitude dos motoristas, mas que não houve providencias. 

Vou expressar aqui a minha revolta com o transporte público. Moro no Tijuca e pego ônibus na rua Pará, que da acesso ao Caiobá. Quando o ônibus vem do Bairro Caiobá, já vem lotado e os motoristas não param, não cabe mais ninguém. Mas quando chega na Rua Souto Maior, os alunos começam a descer e os ônibus chegam no Terminal Bandeirantes vazio.Isso revolta, pois pagamos caro por transporte coletivo caríssimo e não temos nenhum conforto. Andamos que nem ‘sardinhas enlatadas’ e para piorar, a tarifa vai ter um aumento. Isso é para acabar com os usuários do transporte coletivo”.

A leitora diz ainda que os alunos que moram no Caiobá e estudam nas escolas próximas a Souto Maior esperam o motorista abrir as portas traseiras para os passageiros descerem e entram sem passar a catraca. “Isso ocorre praticamente em quase todos os pontos de ônibus da rua Souto Maior. Isso ainda pode causar um grave acidente e o motorista ainda vai ser julgado como culpado”. Veículos não são novos (Via WhatsApp)

Moradores da Vila Marli também estão enfrentando problemas com o transporte público. Segundo uma leitora, todos os dias ônibus da linha 223 para fora do ponto na Rua Generoso Leite. Um vídeo mostrando o problema foi feito. “Já fiz reclamação para a Assetur. Porém, nada foi feito. É o primeiro ônibus, que passa às 5h45”. 

O Consórcio Guaicurus não se manifestou até o fechamento desta reportagem. 

Aumento

A tarifa do transporte coletivo teve aumento de 30% nos últimos cinco anos. Entre 2010 e 2016, o valor passou de R$ 2,50 para R$ 3,25. No mesmo período, o número de veículos cresceu 10%, passando de 537 para 593 ônibus. 

O reajuste é aplicado pela Prefeitura entre o fim de outubro e meados de novembro. O estudo que determina o valor da tarifa tem duração, em geral, de um mês e leva em consideração índices oficiais do período mais próximo a data do reajuste. O percentual de aumento não precisa ser aprovado pela Câmara Municipal. Porém, os vereadores prometeram convocar audiência pública para discutir o assunto e 'abrir a caixa preta' do transporte coletivo. 

Veja o vídeo

Jornal Midiamax