Cotidiano

Clima castiga e campo-grandenses reclamam de secura e calorão em pleno inverno

 “Até pé de mandioca não aguenta mais”, diz aposentada

Midiamax Publicado em 04/08/2016, às 20h52

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 “Até pé de mandioca não aguenta mais”, diz aposentada

Colocar toalha molhada na cabeceira da cama, jogar água na casa, usar umidificador de água… São várias as táticas usadas pelos campo-grandenses para tentar amenizar a secura. Em pleno inverno, sem nuvens no céu e umidade relativa do ar 'lá embaixo' está difícil sair nas ruas sem a fiel companheira, a garrafinha de água. 

“Está muito quente e seco. Esse ano, o calor e o frio estão judiando. Não tem muito o que fugir. Eu jogo água na casa todos os dias”, diz a aposentada Neide Roa, de 70 anos.

Neide está certa. A umidade relativa do ar chegou a uma mínima de 25% nesta quinta-feira (04) em Campo Grande. A máxima, de 65%, já é mais baixa que o indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 70%. As temperaturas ficaram entre 18ºC e 31ºC.

Para sexta-feira (05), a umidade ficará ainda menor, de acordo com a previsão do Inmet (Insituto Nacional de Meteorologia), entre 20% e 60%. “Não tem como aguentar. Eu amanheço com a voz sumindo. Bebe água e parece que essa secura não passa”, afirma a dona de casa Carmem Ramos, de 67 anos.

“Na chácara é mais fresco, mas ainda assim está difícil. Até o pé de mandioca, que é acostumado com o calor e a seca, não aguenta mais. As plantas estão sentindo e muito esse tempo seco” cita a pensionista Edinaide Rocha, de 62 anos.

Vidência Lescano tem aproveitado a época. Ela vende picolés e sorvetes na Praça Ary Coelho. “São três da tarde e eu já vou ter que voltar para pegar mais produto. Com o calor, o pessoal compra mesmo”, explica.

O empresário César Santos, de 46 anos, diz que o 'único jeito' é ter uma bacia de água em casa, e lavar o quintal. “Está complicado aguentar esse tempo. Eu saio com a garrafinha de água, e tenho que encher ela sempre. Não a sede que passe com esse tempo”, finaliza.

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