Cotidiano

Bernal diz que vai investigar denúncia do Midiamax de ônibus ‘escondidos’

Prefeito diz que se constatadas as irregularidades, empresas poderão ser multadas

Ludyney Moura Publicado em 27/02/2016, às 14h55

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Prefeito diz que se constatadas as irregularidades, empresas poderão ser multadas

A denúncia de que as empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano na Capital estariam ‘escondendo’ veículos articulados maiores e mais novos e confortáveis, só chegou ao conhecimento do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), depois da denúncia publicada pelo Jornal Midiamax.

“Tomei conhecimento pelo site”, afirmou o prefeito à reportagem na manhã deste sábado (27), durante agenda pública em uma escola municipal no Parque do Sol. Segundo o progressista, a constatação divulgada precisa ser melhor apurada.

Para isso, Bernal revelou que vai acionar a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) e Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) para apurarem o caso. “Para saber o real motivo (dos ônibus escondidos), precisamos averiguar”, declarou o prefeito.

O progressista, que hoje foi cobrado pelos vereadores da Capital, afirmou ainda que é preciso verificar se os veículos deixados nas garagens estão na ‘programação de atividade’ das empresas responsáveis pelo transporte coletivo.

“As coisas são feitas de forma programada, e não aleatória, tem toda uma demanda e uma programação de rota”, explicou o prefeito, que emendou que, se constatadas as irregularidades, as empresas poderão ser multadas.

Denúncia

Passageiros e trabalhadores do transporte coletivo denunciaram ao Jornal Midiamax que as empresas estariam ‘escondendo’ em seus pátios ônibus mais novos e maiores, enquanto estariam colocando para rodar veículos mais antigos e em piores condições.

Enquanto os usuários reclamam da lotação dos ônibus, atraso nas linhas e péssimas condições dos terminais, os veículos mais novos, adquiridos em 2012 e apresentados com pompa à Capital, ficam guardados nas garagens das empresas fora do 'horário de pico' porque consomem mais combustível e tem baixa demanda. 

À época da concessão do transporte público, ainda não gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), lembrou o vereador Airton Saraiva (DEM), a Prefeitura recebeu cerca de R$ 20 milhões pela concessão.  “O que aconteceu com o dinheiro? Teria que investir no transporte. Por que não investiram nos terminais, por exemplo, para limpeza permanente e segurança. Os terminais são uma vergonha”, frisou o democrata. 

Jornal Midiamax