Reinaldo lembrou que Município é o gestor pleno dos recursos do SUS

O atual impasse em torno do contrato de prestação de serviços da Santa Casa de Campo Grande, maior hospital de Mato Grosso do Sul, deve ser inteiramente solucionado entre a Prefeitura de Campo Grande e a administração do hospital. Ao menos está é a análise do governador, Reinaldo Azambuja (PSDB).

O chefe do Executivo estadual voltou a lembrar na tarde desta sexta-feira (8), durante agenda na Governadoria, que o Município é o gestor pleno dos recursos enviado à unidade e o grande impasse agora não é entre a entre Santa Casa e Estado e sim com o hospital e a Prefeitura. 

A observação de Reinaldo é fundamentada, por exemplo, nas prioridades elencadas pela administração do hospital. Conforme Reinaldo, em conversa com a diretora da unidade, houve um acordo em que o Estado financiaria ,entre outras ações, a ampliações de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e envio de verba para concluir as obras do Hospital do Trauma.

“O governo já tinha sentado com a Santa Casa e pactuado nossa ação, que é colocar R$ 12 milhões nas obras do Hospital do Trauma, R$ 1,8 milhões para ampliar leitos da UTI, além de colocar mais R$ 3 milhões na lavanderia e cozinha. Também tem o aporte financeiro que a gente já faz”, exemplificou Azambuja.

No início desta semana, inclusive, a Santa Casa chegou a suspender os atendimentos ambulatoriais de média complexidade aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), por causa de problemas financeiros.

Porém, depois de um novo diálogo com a Prefeitura, onde a gestão municipal se comprometeu em realizar o pagamento de R$ 3 milhões, o setor voltou a receber pacientes.

“Parece que depois deste acordo tudo começou a destravar. É preciso ter consciência de que precisamos fazer isto em tripartite, o governo do Estado faz a sua parte e o Município precisa entender também esta necessidade”, completou.