Alerta para quem ‘fura o sinal amarelo’ toma conta das ruas de Campo Grande

Maio é pontapé para início de campanha
| 06/05/2015
- 16:52
Alerta para quem ‘fura o sinal amarelo’ toma conta das ruas de Campo Grande

Maio é pontapé para início de campanha

Pelo menos 39 órgãos foram às ruas para alertar os motoristas sobre os riscos de quem ‘fura o sinal amarelo’. A campanha ‘Maio Amarelo’ começou nas primeiras horas desta quarta-feira (6) na Avenida Afonso Pena e na Avenida Gury Marques, em Campo Grande.

(Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Detran/MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), (Batalhão da Polícia de Trânsito) e Correios estavam em um dos pontos de orientação. Com panfletos nas mãos, eles alertam os condutores sobre a regra mais simples para quem começa numa autoescola para ter direito a ter CNH (Carteira Nacional de Habilitação), lembrando que o semáforo tem três cores, sendo o vermelho para ‘parar’, o amarelo de atenção, ou seja, reduzir e parar, e por fim o verde, que é o único que os motoristas devem seguir o tráfego.

A campanha não é regional, ela já acontece em diversos Estados brasileiros e em mais 18 países. De acordo com a diretora de trânsito do Detran/MS, Marlene Rondon, neste período serão realizadas várias ações como palestras em escolas e empresa, blitz repressiva e educativa.

“Foram escolhidas as 10 vias com maior número de acidentes com motociclistas para enfatizar esta campanha. O objetivo é chamar a atenção da população que precisa entender que os órgãos estão fazendo ações com o intuito de reduzir os acidentes. Contamos com empresas participantes que vão aderir a esta adesivagem em um local de visibilidade”, explica para a equipe do Jornal Midiamax.

A chefe de educação para o trânsito da Agetran, Ivanise Rotta, informa que a campanha foi pensada quando surgiu a década de segurança viária, de 2011 a 2020. “Em 2011, por exemplo, o número de mortes em Campo Grande foi expressivo. Os dados se referem às vítimas que morreram no local do acidente e aquelas que foram levadas para o hospital em um período de até 30 dias”, conta.

Os dados estatísticos do GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) mostram que em 2011 foram 132 mortes, em 2012 era de 126, 2013 caiu para 116 e 2014 o registro é 112. De janeiro a abril deste ano ocorreram 21 mortes, porém  neste início de maio, não há registro de mortes no Trânsito de campo Grande.

Ivanise destaca que houve um número de motociclistas expressivos. “Eles são a parte mais frágil do trânsito e por conta disso, se envolvem na maioria dos acidentes fatais, mas acredito que a diminuição dos casos ocorra pelo número de campanhas que são realizadas” fala e ressalta que, “quando uma pessoa acaba morrendo, isso afeta financeiramente e emocionalmente até cinco pessoas”.

Ela ainda lembra que, na próxima terça-feira (12), os órgãos vão voltar às ruas, porém a ação será outra. “Desta vez, vamos trabalhar com outro tema ‘Essa vaga não é sua’, para  conscientizar os condutores que costumam estacionar em vagas para idosos e portadores de necessidades especiais”, alerta.

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