Cotidiano

Com excesso de chuva, preços de verduras e legumes disparam em Campo Grande

Para se ter uma ideia, quem estava acostumado a pagar cerca de R$ 1,50 em um quilo de tomate, viu o preço saltar para até R$ 2,70 em menos de uma semana, podendo chegar a até R$ 3 em alguns mercados da Capital. “Eu mesmo deixo de comprar tomate”, diz dono de mercado.

Arquivo Publicado em 10/03/2011, às 15h41

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Para se ter uma ideia, quem estava acostumado a pagar cerca de R$ 1,50 em um quilo de tomate, viu o preço saltar para até R$ 2,70 em menos de uma semana, podendo chegar a até R$ 3 em alguns mercados da Capital. “Eu mesmo deixo de comprar tomate”, diz dono de mercado.

A chuva que caiu durante 8 dias em Campo Grande já causa reflexos no bolso dos consumidores. Para se ter uma ideia, quem estava acostumado a pagar cerca de R$ 1,50 em um quilo de tomate, viu o preço saltar para até R$ 2,70 em menos de uma semana, podendo chegar a até R$ 3 em alguns mercados da Capital.


Pior para os clientes, que precisam buscar alternativas para comprar hortifrutis.


“O preço aumentou principalmente no cheiro-verde. Tem que pesquisar. Eu mesmo passei a comprar direto nas hortas”, conta o vendedor Manoel Matos, de 37 anos.


O aumento no preço está diretamente ligado com a chuva. Com a produção devastada pelo excesso de água, os donos de pequenos mercados passam a comprar de mercados grandes, que por sua vez precisam recorrer a outros municípios produtores.


“Eu mesmo deixo de comprar tomate e compro outra coisa, sem contar que a chuva diminui a qualidade da verdura, pois ela estraga mais rápido”, diz Altamiro Dias, sócio de um pequeno mercado na Rua 14 de Julho que vende verduras.


O excesso de chuvas neste mês sinaliza um período de aumento nos preços dos alimentos, já que os prejuízos nas regiões produtoras começam a ser contabilizados. E as folhagens, como alface e rúcula, são as mais atingidas.


“Só no alface, tivemos que subir o preço de R$ 1 para R$ 2. O freguês reclama, mas é complicado. Sempre no verão, quando chove, o preço tem que subir, pois as folhagens estragam e a quantidade diminui”, conta Ana Paula Souza, de 26 anos, dona de uma horta no Jardim Seminário, região norte de Campo Grande.


Essa oscilação de preços, segundo os produtores, é normal, algo que segue a lei da oferta e procura. Se as chuvas reduziram a oferta de produtos no mercado, é natural que o preço tenha aumento.

Jornal Midiamax