Primeiro dia de Rio Open, cachorros abandonados viram ‘Cãodulas’

Seis pets abandonados brincaram com os atletas na noite de terça-feira, no Rio. Objetivo é incentivar adoção dos animais
| 16/02/2022
- 13:58
O torneio teve uma ação com os animais
O torneio teve uma ação com os animais, o objetivo foi cativar o público e incentivar a adoção dos cãezinhos - Foto: Reprodução

Depois de um ano sem o torneio ATP 500, no Rio de Janeiro, os 24 tenistas de 10 países retornaram às quadras nesta terça-feira (15). Mas, quem chamou atenção foram os 'cãodulas' (cães gandulas), seis cachorros abandonados, deixaram os torcedores com o coração quentinho. Os pets brincaram com os atletas após a partida das 19h, de ontem, na quadra central. Pela primeira vez, o torneio teve uma ação com os animais, o objetivo foi de cativar o público e incentivar a adoção dos cãezinhos.

Kadu, Flora, Lua, Felipo, Luna e Fred são animais que precisam de um lar, eles representam os milhões de cães abandonados no país. Com muita energia, eles correram na quadra, pularam, receberam carinho dos atletas e cativaram os torcedores.

Segundo as organizadoras da ação, a iniciativa de levar os pets até as quadras evidencia a importância da guarda responsável, independente da origem ou idade do animal. Alguns deles foram adotados e devolvidos, um deles porque "soltava muito pelo" outro porque queria "um cão para guardar o sítio que ele não frequentava". A iniciativa foi da PremieRpet com parceria de ONGs.

Os "Cãodulas" receberam muito carinho dos atletas e renderam muitos elogios nas redes sociais, após as brincadeiras, muitos animais foram adotados e receberam um lar. A empresa já realizou do tipo em São Paulo, agora está em parceria com a ONG Patinhas Anônimas, no Rio de Janeiro.

Adoção responsável 

Casos de abandono de animais domésticos aumentaram 60% durante a pandemia, os Cãodulas são apenas alguns dos 30 milhões de animais abandonados no Brasil, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os motivos de deixarem os animais nas ruas e sozinhos variam, alguns estudos americanos mostram que as principais causas são problemas comportamentais (47%) e mudanças no espaço ou na rotina (30%). 

Na capital, algumas instituições realizam ações para dar um lar aos pets abandonados, como o serviço de adoção do CCZ (Centro De Controle De Zoonoses). Funciona de segunda a sexta-feira, das 17h às 19h; sábados, domingos e feriados das 14h às 19h30, na Avenida Filinto Muller, nº 1601, Vila Ipiranga. Os interessados devem portar documento pessoal e meio de transporte adequado. 

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