A grande preocupação é com os próximos anos do , diz a presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães de Castro. Além do baixo número de questões atualmente à disposição do , a prova terá de ser reformulada por causa da lei do novo ensino médio, que começa a ser implementado em 2022. O modelo prevê um ensino mais flexível e com um currículo que pode ser montado pelo próprio aluno de acordo com as suas preferências.

Nesta semana, a comissão de avaliação do CNE aprovou o parecer de Maria Helena sobre o novo Enem. Ele terá duas provas, com uma primeira etapa de conhecimentos gerais interdisciplinares e a segunda, para quatro áreas: Ciências Biológicas e Saúde; Ciências Exatas e Tecnológicas; Humanidades, Linguagens e Artes, e Ciências Sociais Aplicadas.

“A crise no Inep junto com a pandemia afetou muito os estudantes e o Enem. Mas a confiança pode ser recuperada se o processo para o novo exame for bem encaminhado”, diz. O parecer ainda precisa ser aprovado no plenário do CNE em janeiro e ser homologado pelo ministro da Educação. Depois disso, o Inep precisa apresentar as novas matrizes da prova em 2022. Maria Helena defende que o órgão deva ter uma estrutura de governança, com os melhores consultores e especialistas em avaliação e em currículo. O novo Enem começaria a ser aplicado em 2024.