Na ocasião, Olavo defendeu que a “briga já está perdida”. “O Brasil vai se dar muito mal, não venham com esperanças tolas”, afirmou. “Existe uma chance (de voltar), mas muito remota. Se Bolsonaro acordar, e eu não sei como fazê-lo acordar.”

Olavo de Carvalho também rechaçou o termo “guru de Bolsonaro”, usado muitas vezes para identificá-lo. “Isso é absolutamente falso, conversei com ele quatro vezes na minha vida, eu duvido que ele tenha lido meu livro inteiro’. Também disse que tem zero influência sobre o presidente.

Na “live”, o escritor chegou a dizer que o presidente é um “excelente administrador”, mas o comparou a um prefeito de “cidade do interior”: “É o Paulo Maluf sem a roubalheira”, afirmou. Ele afastou, ainda, a ideia de que o presidente representaria a direita brasileira. “No Brasil só tem duas possibilidades: ou você é comunista ou você é neutro. Não existe direita. Existe bolsonarismo”, concluiu.

Esta não é a primeira vez que Olavo tenta se afastar do presidente apesar de retomar elogios à gestão em algumas ocasiões. Em novembro do ano passado, o escritor disse que Bolsonaro deveria renunciar se não defendesse “os mais fiéis amigos”. Também em 2020, chegou a falar que poderia “derrubar o governo”.

A fala do ideólogo corrobora depoimento que prestou à Polícia Federal em dezembro deste ano, no âmbito do inquérito das milícias digitais. Às autoridades, ele também reforçou que teve pouco contato com o chefe do Executivo.

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