O ex-jogador celebrou as detenções ocorridas na Suíça

Um dos maiores críticos da atual gestão da Confederação Brasileira de (CBF) e da , o senador Romário não poupou adjetivos ao comemorar a prisão de José Maria Marin e de mais seis dirigentes da Fifa nesta quarta-feira . Em discurso calmo, mas com alvo bem definido, o ex-jogador celebrou as detenções ocorridas na Suíça e atacou o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero.

“Infelizmente não foi a nossa polícia que prendeu esses dirigentes da Fifa, mas alguém tinha que prender um dia, né? Ladrão tem que ir para a cadeia”, atacou Romário, nesta quarta-feira, durante a Comissão de Educação, Cultura e Esporte, em . “Gostaria de parabenizar o FBI e principalmente a polícia suíça. Espero que isto repercuta positivamente e que essas ações sirvam como exemplo para a América do Sul e para o Brasil”, acrescentou.

O tetracampeão mundial classificou Marin como “corrupto e ladrão” e afirmou que ele e outros dirigentes de federações nacionais “sujam o nosso futebol”. O principal alvo, contudo, foi o sucessor do mandatário à frente da CBF, Marco Polo Del Nero. O paulista de 74 anos recebeu uma chuva de críticas de Romário no momento em que o senador pediu mais apoio ao futebol feminino.

“Posso afirmar que um dos motivos para que o futebol feminino não vá para frente no Brasil é que a CBF nunca se interessou por ele. Porque até hoje o futebol feminino não deu lucro. E eles (dirigentes da CBF) não apoiam algo quê não dê dinheiro, onde não podem roubar, se enriquecer ilicitamente”, afirmou Romário.

“No ano passado, se eu não me engano, o Ministério do Esporte fez um aporte de R$ 10 a R$ 15 milhões para ajudar o futebol feminino e, por curiosidade, não foi via CBF. E sim através de uma empresa chamada Sports Promotion, que também é ligado ao atual presidente da CBF, esse safado, ladrão e ordinário Marco Polo Del Nero”, acrescentou. “A situação do futebol feminino é esta por culpa de pessoas que não estão nem um pouco interessadas em ajudar. Mas com o dinheiro lá nas contas fora do País eles estão preocupados”, completou.

Para decretar, Romário voltou a celebrar a prisão de José Maria Marin. O brasileiro e mais seis dirigentes da Fifa foram detidos por agentes do FBI nesta quarta-feira, em Zurique, na Suíça, indiciados por extorsão e corrupção. As acusações que a Justiça apresenta contra os réus giram em torno da “corrupção generalizada durante as duas últimas décadas”, em relação à escolha das sedes para a Copa do Mundo de 2018 (Rússia) e de 2022 (Catar) e aos acordos de marketing e de direitos de televisão.

“Essa prisão do José Maria Marin é o início de um grande futuro para o nosso futebol, especialmente para a entidade mais corrupta que tem no esporte brasileiro, que é a CBF, e mundial, que é a Fifa. Esperamos que alguma coisa mude, porque existe a esperança, até minha, que o Joseph Blatter (presidente da Fifa) também seja preso. Que, definitivamente, a gente coloque no comando destas instituições pessoas que são dignas e que queiram ver o futebol caminhando como tem que caminhar”, decretou.

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