Projeto revela memórias de ministros e bastidores do STF

As memórias são dos próprios ministros e ex-ministros
| 16/05/2015
- 05:07
Projeto revela memórias de ministros e bastidores do STF

As memórias são dos próprios ministros e ex-ministros

Bastidores das decisões da mais alta corte de Justiça do país começam a ser revelados. Entre eles, as discussões sobre a sucessão presidencial após a morte de Tancredo Neves, o Impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello e o processo do mensalão, a Ação Penal 470. As memórias são dos próprios ministros e ex-ministros, contadas ao projeto História Oral do Supremo Tribunal Federal, lançado nesta sexta-feira (15), pela da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

Com mais de 200 horas de entrevistas gravadas, sob a coordenação do ex-ministro Nelson Jobim, que também deu seu depoimento, a ideia é resgatar o que estava por trás das decisões mais importantes e a trajetória daqueles que ocuparam uma cadeira na Corte, entre 1988 e 2013.

Até agora, 20 dos 33 ministros e ex-ministros – cinco falecidos – foram entrevistados. Hoje, a FGV apresentou em livro e vídeo os relatos de Sydney Sanches, Antonio Cezar Peluso, Sepúlveda Pertence, Aldir Passarinho e Luiz Rafael Mayer. Há depoimentos sobre as circunstâncias da história política, e revelações sobre a ascensão deles ao cargo.

Por incluir análises polêmicas em muitos casos, o coordenador-geral da iniciativa, Fernando Fontainha, avalia que os ministros aposentados, sem vínculos com Corte, acabam se soltando mais. “Sabemos que alguns [dos entrevistados] estão sob a obrigação do sigilo, da reserva, que é dever dos magistrados”, disse o professor. “Porém, é importante salientar que [estar no cargo de ministro ou não], produz uma diferença, embora cada um deles tenha uma opinião diferente sobre o que é estar aposentado e o que é o dever de sigilo”, explicou.

O ministro Nelson Jobim reforçou que o projeto tem uma perspectiva inovadora, que é conhecer o STF, por meio de seus ministros, não dos documentos. “Essa memória não tinha registro, além dos discursos institucionais”, frisou, revelando que as entrevistas têm tom informal.

 

Veja também

Preconceito pode dificultar diagnóstico e tratamento

Últimas notícias