Presidente da Câmara foi chamado de “bandido” e “fascista”

Integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e de outros movimentos e sindicatos realizaram um ato na manhã desta sexta-feira (29), em São Paulo, contra o PL 4330 (terceirização). Eles fecharam parcialmente o trânsito da Ponte das Bandeiras e, exibindo um caixão falso, simularam um “enterro” do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), defensor do projeto.

“Nos últimos anos conseguimos aumento real de salário. Projetos sociais, como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, dão sentido à nossa luta. Mas percebemos que a direita conservadora e golpista quer retomar pautas do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Tucanagem nunca mais! Precisamos resistir. O povo elegeu um projeto que pudesse garantir melhorias, não atrasos. Eles querem a extinção da CLT. Vamos sepultar o projeto e levar junto o ditador Eduardo Cunha”, discursou Adilson Araújo, presidente da CTB.

Os manifestantes, então, começaram a entoar gritos de “não à terceirização”, “terceirização enche o bolso do patrão” e Cunha “bandido” e “fascista”. Em seguida, partiram em caminhada pela Avenida do Estado rumo ao Parque Dom Pedro, onde colocaram fogo no caixão simbólico e o depredaram completamente. O ato, iniciado às 7h, foi encerrado pacificamente no local por volta das 10h30.

O faz parte do Dia Nacional de Paralisação organizado por centrais sindicais e movimentos sociais como CUT, Intersindical, CTB e MST. Manifestações ao redor do País estavam previstas desde 1º de maio, quando Vagner Freitas, presidente da CUT, anunciou, durante comemoração do Dia do Trabalhador na capital, que os coletivos se uniriam para protestar contra a retirada de direitos trabalhistas.