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138 mães enfrentam drama do Zika Vírus na gestação em Campo Grande

Doença assustou 441 grávidas

Midiamax Publicado em 16/05/2016, às 11h23

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Doença assustou 441 grávidas

Dados divulgados pela Secretaria de Saúde de Campo Grande revelam que o Zika Vírus apavorou 441 gestantes até o momento. Isso porque elas procuraram o médico com suspeita de ter contraído o vírus, que preocupa principalmente quem está grávida.

A preocupação é grande porque há grande possibilidade de uma gestante ter um bebê com microcefalia, caracterizada por um cérebro menor do que o comum, que pode levar à desabilidade mental ou problema nas funções motoras.

Apesar do susto, pelo menos até o momento, não há nenhuma feto identificado com a doença. Das 441 gestantes que fizeram o exame, 138 tiveram resultado positivo e 109 ficaram mais aliviadas com o resultado negativo.

Indagado sobre o acompanhamento e se alguma mãe corre o risco, o secretário de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca, disse que até o momento não há situações extremas e ressaltou que é veementemente contra o aborto.

“Eu sou contra o aborto em todos os casos. Defendo a vida em sua integridade. Temos, no Hospital o Dia, um fluxograma de atendimento com estas gestantes, fazendo acompanhamento com obstetra e infectologista. Não queremos que se perca nenhuma vida. Seria muito fácil resolver problemas através do aborto. Outros estados defendem, mas nós em Campo Grande somos contra”, justificou.

O secretário salienta que o direito a vida está previsto na Constituição e destaca a possibilidade de criar uma criança, mesmo com eventual sequela da microcefalia. “Se a criança vir a nascer com o problema em Campo Grande tem como ser atendida. Nós temos convênio com a Apae. É preciso fazer a saúde preventiva e não a curativa. Somos contra o aborto em todas as formas”, finalizou.

A Zika foi descoberta recentemente e ainda há muitas dúvidas em relação ao contágio. No Brasil a relação com a microcefalia foi descoberta depois do aumento dos casos justamente com a aparição do Zika. Após entrevistas com as grávidas percebeu-se que muitas apresentaram os sintomas da doença, até então desconhecida. Sem grandes certezas sobre contágio, médicos orientam uso de roupas de manga longa e calça comprida para grávidas.

Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, até o momento são 1.359 casos suspeitos e com coleta de amostra para exames laboratoriais. Destes, 171 casos foram confirmados via exame, o que não significa o número exato de casos, visto que muitos não fazem exame.

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