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Apenas 38% dos campo-grandenses fazem atividade física

Capital de Mato Grosso do Sul lidera ranking de obesos em pesquisa

Midiamax Publicado em 16/04/2015, às 22h40

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Capital de Mato Grosso do Sul lidera ranking de obesos em pesquisa

Pelo que se observa pelas ruas e parques da Capital sul-mato-grossenses tem aumentado o número de praticantes de atividade física, mas ainda é pouco, pois de acordo com a pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgada pelo Ministério da Saúde nessa quarta-feira (15), apenas 38% dos campo-grandenses praticam o recomendado de atividade física pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 150 minutos semanais no tempo livre, o que daria pelo menos meia hora de atividade física em cinco dias da semana. 

“Campo Grande tem um bom número de parques lineares, temos bons espaços para atividade física, mas ainda falta a mudança de hábito da população e ainda faltam políticas públicas que incentivem às práticas esportivas. O recurso público destinado ao esporte é muito baixo. Falta os governantes perceberem que investindo em esporte diminui custo em investimento em saúde”, ressalta o Conselheiro do CREF11/MS-MT (Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região/ MS-MT), Joacir Lima de Oliveira Junior. 

Esse quadro reflete diretamente em outro número divulgado na pesquisa que também preocupa. Campo Grande é a capital que apresenta o maior índice de adultos com obesidade do país: 22% dos campo-grandenses são obesos. Na sequencia aparecem Cuiabá e Belém com 21%.
O levantamento foi feito nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em comparação com a pesquisa do ano passado, Campo Grande estava em 12º nesse ranking, na época Cuiabá liderava a pesquisa. 

Em relação aos adultos com excesso de peso Campo Grande aparece na sétima colocação, com 55% da população. Quem lidera este ranking é Manaus, com 56%. A pesquisa mostrou ainda que 20% dos adultos na Capital tiveram algum tipo de diagnóstico relacionado ao aumento de colesterol.

O Conselheiro destaca que para reverter o dado de obesidade, excesso de peso e ainda reduzir mais o número de pessoas com colesterol alto, é preciso que os campo-grandenses realmente aumentem o índice de 38% que praticam atividade física. “As pessoas antes de tudo precisam fazer um check-up com um médico, e após isso procurar um profissional de Educação Física registrado no Conselho, pois não adianta fazer atividade física sem orientação. Se não fizer adequadamente, pode ser que atividade não faça efeito ou até mesmo pode ser prejudicial. Não é só chegar a um parque e sair andando. O profissional prescreve a atividade de acordo com a necessidade do aluno”, ressalta o professor Joacir.

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