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Cientistas desenvolvem bússola presa ao cérebro para ajudar cegos

Pesquisa foi realizada em ratos

Clayton Neves Publicado em 15/04/2015, às 17h16

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Pesquisa foi realizada em ratos

Pesquisadores descobriram que ratos cegos conseguiram se orientar em um labirinto tão bem quanto os que enxergavam fazendo uso de um sensor e uma bússola presos ao cérebro.

Os pesquisadores da Universidade de Tóquio pretendiam verificar se os mamíferos conseguem substituir o sentido da visão pelo uso do corpo para perceber o ambiente. Os cientistas colocaram um sensor geomagnético e uma bússola digital no córtex visual de ratos cujas pálpebras tinham sido costuradas.

Com o movimento da cabeça dos ratos, os sensores geravam impulsos elétricos que indicavam para eles sua direção. Em seguida, eles foram treinados para encontrar comida em diversos labirintos.

Alguns dias depois, os cegos podiam se orientar pelos labirintos tão bem quanto os que enxergavam. Os dois grupos usaram estratégias semelhantes de orientação. Publicadas no periódico “Current Biology”, as descobertas podem contribuir com a descoberta de dispositivos que ajudem pessoas cegas a se orientarem por conta própria.

“Uma das formas mais plausíveis de aplicação seria o uso do sensor magnético preso a uma bengala para fazer com que o deficiente visual encontre a direção a seguir por meio de sinais táteis, como vibrações”, escreveu por e-mail Yuji Ikegaya, farmacologista e coautor do estudo.

Não sabemos se os resultados seriam positivos caso os ratos fossem cegos de verdade, acrescentou Ikegaya. Esses ratos talvez “necessitem de mais tempo para aprender o que são informações geomagnéticas”. O cientista afirmou acreditar que eles conseguem.

Jornal Midiamax